O fim de semana pode ser histórico para o tênis brasileiro. Após 11 anos, o País tem grandes chances de voltar a ter um representante no topo do ranking mundial. Luisa Stefani, em parceria com a canadense Gabriela Dabrowski, está a duas vitórias do feito no WTA 1000 de Wuhan.
Principal duplista brasileira e realizando uma temporada incrível, com cinco títulos, Luisa Stefani pode repetir o feito alcançado por Marcelo Melo em novembro de 2015. Em simples, o Brasil teve Guga como o melhor do mundo em 2000 e tem no prodígio João Fonseca o sonho de repetir a façanha.
Nesta sexta-feira, a parceria teve trabalho, mas desbancou Giuliana Olmos, do México, e Ingrid Neel, da Estônia, com parciais de 7/6 (7/4) e 6/4, para se colocar nas semifinais diante da espanhola Cristina Bucsa e da norte-americana Nicole Melichar-Martinez.
As rivais chegam mais descansadas ao embate deste sábado após Jelena Ostapenko desistir do jogo de quartas, ao lado de Su-Wei Hsieh, pelo fato de estar entre as melhores na disputa de simples. Mas a dupla da brasileira é a cabeça de chave 1.
Como defendiam 100 pontos em Wuhan, apenas com o título será possível Stefani e Dabrowski ultrapassarem a tcheca Katerina Siniakova e Taylor Towsend. E elas caminham firmes e confiantes para alcançar o feito, agora com 10 vitórias seguidas na temporada.
Stefani e Drabroski ganharam quatro WTAs na temporada, sendo dois a nível 1000, em Pequim e Dubai, além do 500 de Estrasburgo e o 250de Eastbourne. Além disso, a parceria erguer o troféu no SP Open.

