Em meio à crise política e financeira, o São Paulo desbancou o Corinthians na final do Campeonato Brasileiro e encerrou uma hegemonia de seis anos consecutivos do rival campeão nacional. Nos dois lados da decisão, o título das mulheres seria um "alívio" para um ano complicado nas políticas e no futebol masculino dos clubes.
Este é o segundo título brasileiro do São Paulo, campeão em 1997, na edição inaugural do torneio. Entretanto, no formato atual, disputado desde 2013, o clube nunca havia sido campeão da divisão principal. O Corinthians ostenta sete taças.
A conquista vem em uma no que o time masculino pena. A equipe comandada por Dorival Júnior está com o terceiro técnico na temporada e acumulou quedas na quinta fase da Copa do Brasil e nas quartas de final da Sul-Americana. No Brasileirão, o time tem vantagem para a zona de rebaixamento, mas não tem grandes aspirações.
Fora de campo, 2026 também foi de estresse ao São Paulo. O presidente Júlio Casares renunciou em janeiro, em meio a um processo de afastamento. Ele e outros ex-diretores ainda foram expulsos pelo Conselho Deliberativo e são investigados por uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil.
O Corinthians buscava com o título também um alívio em 2026. A equipe masculina caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil e nas quartas da Libertadores. No Brasileirão, os comandados por Fernando Diniz brigam para não cair.
O clube alvinegro também é alvo de investigações do MP-SP e lida com instabilidade política pouco mais de um ano depois do impeachment de Augusto Melo. Por causa de irregularidades financeiras, o Corinthians corre risco de intervenção judicial.
A conquista vem para consolidar, além da trajetória nos últimos anos marcada pela presença em decisões e pódios, a temporada de sucesso nesta edição. O São Paulo começou o torneio com uma campanha histórica. Em 17 rodadas, a equipe do técnico Thiago Viana somou 41 pontos, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas, tornando-se a maior pontuação do clube em uma primeira fase de Brasileirão Feminino.
Para os cofres do clube, o título somou R$ 2 milhões, além de R$ 40 mil pelas duas partidas da final transmitidas em rede nacional. Na primeira fase do torneio, as tricolores embolsaram cerca de R$ 720 mil, valor estabelecido pela CBF para os 18 participantes.
As corintianas receberam R$ 1 milhão pelo vice-campeonato, além dos valores de transmissão e da primeira fase.
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