No clássico Re-Pa do último domingo (24), um torcedor do Remo foi filmado defecando no mictório de um dos banheiros do Mangueirão. O vídeo viralizou nas redes sociais e o torcedor filmado explicou os motivos de ter usado o mictório, além de reclamar das condições dos banheiros do estádio.
Em entrevista ao site UOL, o sociólogo Felipe Damasceno, comentou o caso e disse que não se arrepende do ocorrido e fez duras críticas aos administradores do estádio paraense.
“A opção pelo mictório e não pelo banheiro convencional ocorreu de maneira consciente. Quem é frequentador do Mangueirão sabe muito bem das péssimas condições de higiene, iluminação e dos perigos de se utilizar tais banheiros, portanto, eu não me arrependo nem um pingo do que fiz. E da próxima vez que eu for naquele estádio, vou tentar fazer o mesmo em cima da mesa de sua administração, em protesto ao péssimo tratamento dado ao torcedor”, comentou.
O torcedor remista disse que os banheiros estão sucateados e a falta de higiene impera no local.
“No primeiro jogo do Remo neste ano, fui ao banheiro para urinar e notei que ele estava todo alagado e com um cheiro muito forte de fio queimado, curto-circuito. A qualquer momento vai acontecer uma tragédia”, diss.
O estádio Mangueirão é administrado pela SEEL, Secretaria de Estado Esporte e Lazer. O secretário do órgão, Felipe Borges, rebateu as acusações do torcedor.
“Os banheiros estão todos completos, com vasos sanitários, com papel higiênico e com água. Nem todos os torcedores são conscientes e educados. É difícil controlar cada um deles, mas estamos fazendo uma campanha de reeducação”, comentou o secretário.
O Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença, popularmente chamado de Mangueirão, foi inaugurado no dia 4 de março de 1978. No ano 2000 o estádio teve a primeira e maior reforma. Na ocasião o estádio ganhou pista de atletismo, tirando assim a geral que existia próximo ao gramado, além de recebido o módulo de complemento nas arquibancadas, já que o estádio era conhecido como “Bandola”. Em 2002 ele foi reinaugurado com capacidade para 45 mil pessoas.
Mas em 2019 o desabamento de placas de reboco do teto do estádio, assustou os torcedores e fez com que o estádio ficasse interditado. O Remo, que não está com o Baenão liberado para receber jogos, e que manda suas partidas no Mangueirão, teve que adiar a estreia no Campeonato Paraense, já que o estádio passava por melhoras. Hoje o estádio possui capacidade de 35 mil.
