Pelos menos 5% dos mais de 700 atletas da Série A brasileira sofrendo com lesões musculares nesse pós Copa do Mundo, principalmente em clubes com mais de uma competição. É o caso do Remo que acabou de sair da Copa do Brasil, fez seis jogos em 16 dias e já se viu desfalcado de Tchamba, Marcelinho e Mayki.
Especialista dizem que, por serem multifatoriais, as lesões musculares não podem ser atribuídas com segurança à suspensão do campeonato para a Copa do Mundo. Mas é fato que a retomada do calendário após a Copa veio com gritante sobrecarga. No Remo o impacto é maior por não ter elenco bastante para rodizio sem perda técnica, pelas viagens mais longas e pelo absurdo de seis jogos em 18 dias, em descumprimento inclusive do intervalo mínimo legal.
Além de lesões, baixa no desempenho
Antes da lesão, vem a baixa no desempenho. Maiky, diante do Atlético Mineiro, por exemplo, virou "avenida" antes de sofrer lesão grau 2, que o impede de jogar por um mês. É por isso que vemos grandes oscilações no desempenho de atletas de todos os clubes neste campeonato. As dores tornam-se limitantes.
Essa longa suspensão na Série A vai virar rotina. Este ano foi pela Copa do Mundo masculina. Em 2027 pela Copa do Mundo feminina. Em 2028 pela Copa América e Mundial Feminino de Clubes. Em 2029 pelo Mundial de Clubes. Em 2030, Copa do Mundo masculina. E assim seguiremos.
BAIXINHAS
* A Série A brasileira não seria conciliável com os grandes eventos da FIFA e da CONMEBOL? Seriam se o real maior motivo não fosse a potencialização da audiência na televisão. Nessas condições o mercado mundial paga mais caro por esses eventos.
* A explicação é que esses campeonatos precisam parar para que clubes não sejam prejudicados por cederem os principais atletas. Na Europa e nos países que praticam o calendário europeu, como a Argentina, isso não é problema. A Copa ocorre no período das férias dos atletas.
* O fato é que se o Remo seguir na Série A, vai se repetir a desumana sobrecarga de competições no primeiro trimestre, com Série A, Parazão e Copa Norte. Se bem que pode abrir mão da Copa Norte, como também pode repetir a malsucedida alternativa do time B.
* É admirável o envolvimento de Marcinho com a causa e com a energia do Paysandu. É um atleta que sofre tanto quanto vibra, põe o coração em jogo. Marcinho entrou na vida do clube e o clube na vida dele há apenas oito meses, mas se estabeleu uma identificação que outros, com muito mais tempo de Curuzu, não construíram.
* Coincidência! Edna Alves Batista comandou a arbitragem de Grêmio 0 x 0 Remo no turno e vai trabalhar também no retorno do Remo a Porto Alegre, segunda-feira, diante do Internacional. O jogo será às 20 horas, paralelamente ao jogo Ferroviária x Paysandu pela Série C. Azulinos e bicolores vão torcer e secar ao mesmo tempo.
* Pendurados com dois cartões amarelos no Remo: Marcelo Rangel, Marcelinho, Matheus Felipe e David Braga. No Paysandu: Bruno Bispo, Luciano Taboca, Pedro Henrique,
Henrico, Marcinho, Pablo Alcântara, Thayllon, Lucas Cardoso, Juninho e o técnico Júnior Rocha.
* Edson Fernando é uma opção a mais para a lateral direita do Remo. Ele é volante, mas já jogou diversas vezes na lateral e oferece a segurança defensiva que Matheus Alexandre ficou devendo diante do Atlético Mineiro.