O Remo acionou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após a polêmica do possível pênalti não marcado contra o Grêmio, em partida disputada nesta quarta-feira (7) no Estádio do Mangueirão pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. A informação foi confirmada ao Grupo Liberal pelo diretor jurídico do clube, Gustavo Fonseca.
No documento, enviado ao longo desta quinta-feira (8), o Remo solicita que a entidade libere as gravações de áudio e vídeo da análise feita pela equipe de arbitragem, que tinha Davi de Oliveira Lacerda, do Espírito Santo, como árbitro de campo e Pablo Ramon Gonçalves, Fifa do Rio Grande do Norte como árbitro de vídeo.
O lance contestado pelo Remo aconteceu aos 10 minutos do primeiro tempo. Na ocasião, Yago Pikachu tentou cruzar a bola dentro da área e ela tocou no braço do zagueiro Kannemann, do Grêmio.
De imediato, a não marcação em campo fez com que os jogadores do Remo fossem ao árbitro Davi de Oliveira Lacerda reclamar da decisão. Um dos atletas azulinos, inclusive, chutou a bola para fora do gramado forçando a pausa da partida para que houvesse a checagem do lance no monitor do VAR. Fato este que não aconteceu pelo entendimento de não ser um lance para marcação de falta.
Minutos após o término da partida, que ficou empatada em 1 a 1, o Remo publicou o lance nas redes sociais classificando-o como "lance escandaloso e pênalti não marcado por Davi de Oliveira Lacerda".
Já na coletiva de imprensa, o técnico Thiago Carpini, ao demonstrar incômodo por não ter sido questionado pelos jornalistas sobre o lance, citou que a marcação da penalidade "mudaria o cenário da partida".
"O pênalti (se marcado), com certeza, mudaria a tônica e o cenário da partida. Enfim. Não vou entrar no mérito em dizer que foi culpa ou não da arbitragem, mas esse lance, sem dúvida, interferiu no resultado, no decorrer, no desfecho da partida porque com 10 minutos (do primeiro tempo), 1 a 0 para nós, era, sem dúvida, um outro jogo e nós teríamos outra estratégia", disse Carpini.
Outro integrante do clube que comentou o caso no pós-jogo foi o executivo de futebol Luís Vagner Vivian. Na zona mista do Estádio do Mangueirão, o dirigente ressaltou que "espera ter igualdade" em relação às marcações da arbitragem e que "os erros seguem acontecendo" contra o Remo no Brasileirão.
"No mínimo, o que a gente espera é ter igualdade (de critério da arbitragem), e não vantagem nenhuma com a arbitragem. No Remo, desde a primeira rodada, os erros seguem acontecendo, e muito mais contra o Remo do que a favor", declarou Luís Vagner Vivian.