O Clube do Remo se manifestou nesta sexta-feira (25) sobre a medida do Governo Federal que proíbe a operação das casas de apostas, as chamadas bets, no Brasil. O clube informou que acompanha as decisões sobre o assunto e que as questões relacionadas aos contratos serão conduzidas pelo departamento jurídico. WhatsApp: saiba tudo sobre o Remo “O Clube do Remo acompanha atentamente as decisões sobre o assunto. Tudo que diz respeito aos contratos envolvendo o Remo, será conduzido por meio do departamento jurídico do Clube, com prazo dado pelo Governo Federal até o dia 5 de outubro”, informou o clube. A medida foi anunciada pelo governo por meio de uma Medida Provisória assinada nesta sexta. O texto proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no território nacional, incluindo as apostas esportivas e os jogos on-line. As plataformas têm até 5 de outubro para que os apostadores retirem os valores disponíveis; a partir do dia seguinte, os sites e aplicativos deverão deixar de operar. A decisão abre uma discussão sobre os contratos de patrocínio firmados entre clubes e empresas do setor. No caso do Remo, a questão ganha peso porque a Vai de Bet é a patrocinadora máster do clube em 2026, em um acordo de R\$ 12 milhões, segundo levantamento. O valor corresponde a cerca de 5,4% do orçamento projetado pelo clube para a temporada. VEJA MAIS Patrocínios de bets correspondem apenas a 7,9% das receitas dos clubes da Série A do Brasileirão Em 2025, patrocínios do setor somaram R\$ 1,14 bilhão, correspondendo a 7,9% da receita total dos times. Mesmo com o dinheiro de apostas, os clubes seguem endividados. [[(standard.Article) Durigan: Pix e TED serão proibidos a empresas que tenham como finalidade a aposta online]] Presidente Lula sobre BETs: 'Ou a gente tira o tumor, ou ele mata a gente' Presidente cita dívidas milionárias e tentativas de suicídio de vítimas, classificando o vício em apostas online como "jogatina sem controle" O impacto não se restringe ao Remo. Mais de 30 clubes das Séries A, B e C possuem empresas de apostas entre os patrocinadores, e o futebol brasileiro passou a depender de forma significativa desses contratos comerciais. A discussão envolve agora a validade dos acordos existentes e os efeitos financeiros da interrupção da atividade das empresas. A MP tem força de lei imediatamente, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Paralelamente, o setor das apostas já sinalizou que pretende recorrer judicialmente contra a proibição, enquanto o governo prepara sua defesa jurídica para eventuais ações. O Paysandu ainda não se manifestou oficialmente sobre a medida. O clube também possui contrato com uma empresa de apostas, a Bet da Sorte, em acordo de R\$ 5 milhões para 2026, também conforme levantamento.