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Ponta do lápis

Remo: possível rebaixamento pode trazer mudanças significativas para 2027

Folha salarial e trocas no elenco devem encabeçar a lista de prioridades do clube para próxima temporada

Junior Cunha

28 de setembro de 2026 às 18:51

( Foto: Tarso Sarraf/O Liberal )

Na zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro desde fevereiro, o Remo terá os próximos dois meses como decisivos para o planejamento de 2027. Neste momento, o clube ocupa a vice-lanterna da competição e está a seis pontos do Grêmio, próximo adversário e primeiro time dentro do Z4. 

Sair da zona de queda, inclusive, vem sendo um dos desafios da equipe nesta temporada. Em pelo menos três das últimas cinco rodadas, este objetivo esteve perto de ser concretizado. Mas, em todas elas, o clube tropeçou, chegando a marca de oito partidas sem vitória. 

Com a queda de divisão fazendo cada vez mais parte da realidade do clube, o planejamento para a próxima temporada deve sofrer grande impacto, principalmente em dois aspectos: manutenção de jogadores e folha salarial. 

Hoje, estando na Série A do Brasileirão, o Remo ostenta uma folha mensal de cerca de R$ 10 milhões. Esta é, inclusive, a maior quantia investida em um elenco na história do clube, fundado em 1905. A título de comparação, em 2025, na campanha que recolocou o clube na primeira divisão nacional, a folha salarial estava na casa de R$ 6 milhões.

Assim, a tendência é que haja uma queda nesta quantia gasta com elenco para 2027 em caso de rebaixamento. E em cima disso, alguns dos principais nomes do grupo podem não ficar no Estádio Banpará Baenão para o próximo ano. 

Segundo levantamento de O Liberal, por contrato, o Remo tem nove jogadores com vínculos para além de 2026. Entre eles, destaques do plantel como o lateral esquerdo Mayk (dezembro de 2027), o volante Leonel Picco (dezembro de 2028) e os meias atacantes Vitor Bueno (dezembro de 2027) e Jajá (dezembro de 2028).

O Grupo Liberal apurou ainda que é provável que alguns destes jogadores possam ser negociados ou até emprestados em caso de rebaixamento. O principal ponto é o custo que eles trazem à folha salarial do clube, que deve ter uma redação em caso de rebaixamento. 

Internamente, a permanência de nomes como o do atacante Jajá, artilheiro do time no Brasileirão com sete gols, é tratada com cautela. Além disso, alguns clubes da primeira divisão já iniciaram a busca por atletas para 2027. 

Na última semana, O Liberal revelou que o Bahia foi um dos clubes a sinalizar com pré-contrato para o lateral direito Marcelinho, que terá o vínculo encerrado em dezembro deste ano e não deve renovar com o Leão. 

Entre as incertezas, o Remo terá ainda cerca de 10 dias antes de voltar ao Brasileirão, quando no dia 7 de outubro vai receber o Grêmio, às 19h30, no Estádio do Mangueirão, pela 29ª rodada da competição. Com 23 pontos, o clube almeja conseguir somar o máximo de pontos possíveis nas 10 rodadas que faltam para seguir na primeira divisão em 2027.