O empate em 1 a 1 entre Remo e Red Bull Bragantino, no Mangueirão, deixou um alerta para o técnico Thiago Carpini. Apesar do volume ofensivo apresentado pela equipe azulina, os erros defensivos e a falta de precisão nas finalizações continuam impedindo o time de transformar as oportunidades em vitórias. O treinador também comentou a evolução física do atacante Jajá e admitiu a possibilidade de o jogador iniciar o próximo compromisso do Leão, contra o Cruzeiro-MG.
Na avaliação de Carpini, o Remo apresentou números ofensivos que justificavam uma análise mais ampla do desempenho. O comandante destacou as 25 finalizações da equipe, contra 16 do adversário, além das 13 tentativas bloqueadas. Para ele, o time criou oportunidades suficientes para conquistar os três pontos, mas precisa melhorar a execução das jogadas no momento decisivo.
“A minha função é dar mais informação para os atletas, organizar o jogo coletivo, facilitar a partida para eles. Nós tivemos 13 chutes bloqueados, foram 25 finalizações na partida contra 16 do adversário”, afirmou.
O treinador também relembrou oportunidades que poderiam ter mudado o resultado, incluindo lances em que a defesa do Bragantino evitou o gol praticamente em cima da linha. Apesar de reconhecer o mérito coletivo na criação das jogadas, Carpini ressaltou que a responsabilidade pelo aprimoramento passa pelo trabalho diário e pela capacidade individual dos atletas.
“Essa competição não te permite errar dessa maneira. Precisamos ter esse refino, esse capricho final”, cobrou.
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Além da falta de eficiência ofensiva, o treinador demonstrou preocupação com a maneira como o Remo sofreu o gol. Segundo Carpini, a equipe precisa evitar erros que facilitem o trabalho dos adversários, especialmente em uma competição na qual cada ponto tem peso importante.
O comandante reconheceu que o gol sofrido afetou emocionalmente os jogadores, mas valorizou a resposta apresentada após o intervalo. Para ele, a capacidade de reorganização demonstrada no segundo tempo representa um sinal positivo na evolução do grupo.
“Nós sentimos o gol, pois tem um aspecto emocional nisso tudo. Mas a força que nós tivemos do intervalo do jogo para o segundo tempo, para estabilizar de novo, centralizar as ideias, organizar de novo a equipe e ser superior ao adversário, como nós fomos no segundo tempo, e ter a quantidade de finalizações que nós tivemos, isso mostra também uma evolução mental desses atletas”, avaliou.
Carpini também ampliou a análise para os compromissos recentes contra Grêmio, Vasco e Bragantino. Na visão do técnico, o desempenho precisa ser observado considerando uma sequência de partidas, e não apenas os momentos negativos de cada confronto.
“Estivemos mais próximos da vitória, essa é a minha opinião, até pela quantidade de finalizações, pelos três últimos lances que eles tiraram de dentro do gol. Claro que teve uma grande defesa do Ivan também, natural, a gente se expôs um pouco mais”, explicou.
O treinador reforçou a necessidade de corrigir os problemas defensivos. “A gente desaprendeu a perder, agora precisamos encontrar o caminho da vitória e parar de dar gol para o adversário, porque tanto neste jogo como no Grêmio não foi jogada trabalhada do adversário, foi mais o aspecto defensivo nosso”, completou.
Jajá pode ganhar oportunidade contra o Cruzeiro
Outro ponto abordado na entrevista foi a situação de Jajá. O atacante vem apresentando evolução física, mas ainda não reunia, na avaliação da comissão técnica, condições para começar a partida contra o Bragantino. Carpini explicou que a decisão foi tomada com cautela para evitar uma nova interrupção no processo de recuperação do jogador.
Carpini destacou que Jajá possui características importantes para o elenco, principalmente pela capacidade de drible e pela possibilidade de oferecer alternativas diferentes ao setor ofensivo. Por isso, a comissão técnica pretende avaliar cuidadosamente o momento adequado para utilizá-lo desde o início de uma partida.
“Em relação ao Jajá, eu não posso falar da parte clínica, mas posso falar da parte física e ele vem evoluindo gradativamente. O jogador ainda não reuniria condições para iniciar a partida”, declarou.
Carpini ainda justificou a opção por não arriscar a utilização do atacante como titular diante do Bragantino, considerando a sequência de jogos que o Remo tem pela frente na temporada.
“Eu acho que seria muito irresponsável da nossa parte, já que é um atleta que tem uma capacidade de drible diferente, uma característica que nós não temos no elenco e ainda temos muitos jogos pela frente. Se fosse o nosso último jogo aqui, a derradeira, sem dúvida eu arriscaria, mas eu não posso me dar o luxo de perder um jogador como ele, e esses jogadores ficarem batendo e voltando no DM”, explicou.
A possibilidade de Jajá começar a próxima partida, porém, não está descartada. O técnico citou o duelo contra o Cruzeiro como uma oportunidade para avaliar uma eventual mudança na formação inicial, condicionada ao planejamento tático e à resposta do próprio atleta.
“Talvez no jogo do Cruzeiro seja jogo para ele iniciar, depende do que a gente desenhar para essa partida. Mas esse feedback também eu preciso ter uma conversa com o atleta, é importante ouvi-lo, e ele se sentir seguro para iniciar”, finalizou.
