Após seis partidas no comando do Remo, o técnico Thiago Carpini enfim pôde comemorar a primeira vitória. Nesta quarta-feira (28), pela 33ª rodada do Brasileirão da Série A, os azulinos saíram de campo com o placar de 2 a 1 em cima do Botafogo. Resultado que mantém a equipe viva na briga contra o rebaixamento.
Ao final do confronto, disputado no Estádio do Mangueirão, o treinador do Remo destacou o trabalho feito durante a semana como fator determinante para conseguir encerrar o jejum de 14 jogos sem vencer na temporada. Para ele, tudo saiu como pensado durante a preparação.
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"(Tivemos) Quatro dias para trabalhar em cima do Botafogo. Mas hoje, procuramos explorar pontos negativos. Funcionou no primeiro tempo. No segundo, fisicamente sentimos um pouco. É natural que o adversário, perdendo, tome algumas iniciativas. Tivemos oportunidade de fazer o terceiro (gol) e matar a partida, mas deixamos o jogo mais tenso com esse gol de bola parada, que é algo que precisamos evoluir. Conseguimos vencer, que era o primordial", disse o treinador.
Outro ponto levantado por Carpini foi em relação ao desempenho do time. Na visão dele, a organização em campo tornou o Remo "lúcido" em meio às dificuldades apresentadas pelo Botafogo, principalmente nos 15 minutos finais de partida.
"Mas dentro de uma organização, era um time lúcido, que sofreu pouco, apesar do Botafogo ter a bola na intermediária e depois nas bolas pingadas. Não fugiu do que preparamos para o jogo".
Por fim, Thiago Carpini lembrou que, em termos de tabela, a vitória em si não altera a situação do Remo, mas dá um ânimo novo para encarar a sequência dos últimos cinco jogos. No dia 5 de novembro, o Leão vai até São Paulo encarar o vice-líder Palmeiras no Nubank Arena pela 34ª rodada da competição. Partida decisiva para uma equipe que, agora, na gestão Carpini, se tornou "mais competitiva" e com "identidade".
"Valorizar que é uma vitória importante, mas não muda nada em relação a tabela. O que muda é a questão anímica. A gente precisava dessa vitória. Os atletas mereciam isso. É continuar competindo. Hoje vejo uma identidade, um time competitivo, com os comportamentos bem definidos com e sem a bola", finalizou.

