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Quais clubes da Série A não foram impactados com o fim das BETs no Brasil?

Medida provisória que proíbe casas de apostas foi assinada na sexta-feira (25)

O Liberal

27 de setembro de 2026 às 16:02

Plataformas de apostas online é alvo de impasse

Plataformas de apostas online é alvo de impasse ( Foto: Foto: Bruno Peres / Agência Brasil )

Seis clubes da Série A do Campeonato Brasileiro não possuíam patrocínio de casas de apostas quando a medida provisória (MP) que proíbe as bets no Brasil foi assinada. Internacional, Bahia (no entanto, seu estádio possui naming rights de uma BET), Athletico-PR, Coritiba, Mirassol e Bragantino são as equipes que, inicialmente, não perderão receitas diretas desse tipo de contrato.

A MP foi assinada na sexta-feira (25), encerrando a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país. Isso inclui apostas esportivas e jogos online, tanto em ambientes físicos quanto virtuais. As empresas devem retirar materiais publicitários até 5 de outubro, segundo o governo federal.

A maioria dos clubes da elite nacional sofrerá um impacto maior. Dos 20 times da primeira divisão, 14 apresentavam patrocínio máster de casas de apostas em suas camisas.

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Patrocínios de bets correspondem apenas a 7,9% das receitas dos clubes da Série A do Brasileirão Em 2025, patrocínios do setor somaram R$ 1,14 bilhão, correspondendo a 7,9% da receita total dos times. Mesmo com o dinheiro de apostas, os clubes seguem endividados.

Clubes da Série A sem patrocínio de bets

Os clubes apontados pelo levantamento como sem patrocínio de bets na data da assinatura da medida provisória são:

  • Internacional
  • Bahia (porém, seu estádio possui naming rights de uma BET)
  • Athletico-PR
  • Coritiba
  • Mirassol
  • Bragantino

A ausência de contratos com casas de apostas significa que esses clubes não terão perdas diretas com a remoção dessas marcas. O cenário é diferente para equipes que dependiam de acordos máster com empresas do setor.

MP define prazo para retirada de publicidade

A medida provisória estabelece um cronograma para a interrupção das atividades das casas de apostas. A publicação da MP proibiu novos aportes nas plataformas. Apostadores têm até 5 de outubro, às 23h59, para retirar valores. Sites e aplicativos de apostas sairão do ar a partir de 6 de outubro.

A MP também define regras para a devolução de saldos remanescentes aos apostadores. Medidas de fiscalização contra plataformas ilegais estão previstas. Ministério da Fazenda e Ministério da Justiça atuarão no bloqueio de sites irregulares, remoção de aplicativos e restrição de meios de pagamento usados por operadores ilegais.