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'Poderíamos mais': Executivo se despede do Paysandu após temporada sem acesso

Executivo Marcelo Sant'Ana reconheceu os erros da temporada e defendeu a continuidade do projeto esportivo bicolor

Fábio Will

21 de outubro de 2026 às 11:03

( Foto: Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu )

O executivo de futebol Marcelo Sant’Ana utilizou as redes sociais para se despedir do Paysandu. Em uma mensagem de balanço sobre os 11 meses de trabalho no clube, o dirigente destacou as conquistas alcançadas durante sua passagem pela Curuzu, ressaltou o protagonismo das categorias de base e reconheceu que a ausência do acesso à Série B foi o principal objetivo não concretizado na temporada.

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Ao recordar o início de sua trajetória no Papão, Sant’Ana revelou que optou por permanecer por mais de um mês no hotel do clube, localizado na Curuzu, para conhecer de perto a rotina e as pessoas envolvidas no dia a dia bicolor.

“Obrigado por me permitirem viver o Paysandu. Na minha chegada, morei por mais de um mês no hotel do clube dentro da Curuzu. Queria me ambientar e conhecer as pessoas que constroem a nossa história”, escreveu.

No balanço apresentado, o executivo citou os números de sua gestão, que foram 49 partidas, com 25 vitórias, sete empates e 17 derrotas. Além dos resultados em campo, o dirigente destacou a conquista de três títulos, a maior venda da história do Paysandu e a participação de 17 jogadores formados nas categorias de base no elenco profissional.

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Sant’Ana também ressaltou o trabalho realizado nos bastidores e afirmou que a passagem deixou contribuições que vão além das quatro linhas. “Viramos oito jogos em campo. Reescrevemos várias páginas longe dos holofotes”, publicou.

Apesar dos pontos positivos mencionados, o dirigente reconheceu que o objetivo principal não foi alcançado. O Paysandu não conseguiu conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, resultado que marcou negativamente o encerramento da temporada alviceleste.

“Poderíamos mais, nos faltou o acesso. Pois também falhamos, erramos, somos humanos e temos as nossas limitações”, admitiu.

Na avaliação do executivo, a construção de um projeto esportivo exige continuidade e tempo para produzir resultados. Sant’Ana defendeu que mudanças na cultura e na mentalidade de um clube não acontecem de forma imediata, embora tenha reconhecido a frustração pelo desfecho da campanha.

“Um projeto esportivo não nasce e não se consolida em apenas uma temporada. Mudar a cultura e a mentalidade leva tempo. Plantamos a semente que vale a pena fazer diferente, apesar dessa frustração na reta final”, declarou.