A eleição do Paysandu pode parar na Justiça. Isso porque o grupo de oposição entrou com um recurso apontando irregularidades no pleito. Os sócios alegam falhas no processo eleitoral, principalmente no que diz respeito a inscrição das chapas para presidente, que neste ano tem apenas uma concorrendo ao cargo.
Ao O Liberal, o ex-vice-presidente do clube e lidereança da oposição, Felipe Fernandes, falou sobre a posição do grupo opositor e revelou haver um recurso na Assembleia Geral do clube. Ao final do pleito, o grupo deve reunir para decidir se segue ou não adiante com o pedido de impugnação.
VEJA MAIS
"Após o resultado (da eleição) vamos ver isso (a chance de tentativa de impugnar a eleição). A possibilidade existe porque existe irregularidade na inscrição da chapa (de Márcio Tuma)", disse.

Segundo ele, o motivo seria a falta do cumprimento de regras do estatuto para a candidatura da chapa de Márcio Tuma à presidência do Paysandu, que apresentou um número menor do que o previsto de conselheiros fiscais no ato de inscrição da chapa.
"O estatuto diz que tem que ter oito membros do Conselho Fiscal (apoiando a candidatura) e a chapa veio só com sete. Isso é um dos detalhes que tem que ser estudado aí. Já tem um processo impetrado (na Assembleia Geral) pelos sócios fazendo essa ocorrência", completou.
Neste ano, somente Márcio Tuma conseguiu registrar a chapa para as eleições do clube, conforme divulgado pelo Paysandu em setembro. Na ocasião, o clube reiterou o encerramento do prazo e a contabilização de apenas um grupo concorrendo ao cargo máximo bicolor.
Além de eleger o novo presidente - que será Márcio Tuma por aclamação -, os cerca de 1.400 sócios aptos a votarem no Paysandu vão escolher os novos 25 membros efetivos do Conselho Deliberativo e outros cinco para o Conselho Fiscal. Os mandatos valem para o biênio 2027-2028.
