Osmar Stábile comunicou aliados que não buscará a reeleição para a presidência do Corinthians. O prazo final para a inscrição de candidaturas encerra-se nesta quinta-feira, 15, às 17h. A eleição presidencial está agendada para 28 de novembro no Parque São Jorge.
A desistência de Stábile ocorre em um período de intensa pressão. O clube enfrenta uma má fase do time no Campeonato Brasileiro e uma dívida de R$ 2,8 bilhões. Além disso, a possibilidade de intervenção judicial do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no Corinthians tem crescido.
Outro ponto relevante para a decisão de Stábile foi a incerteza quanto à regularidade de uma eventual candidatura. O parágrafo 2º do artigo 103 do estatuto do clube proíbe a reeleição para o cargo de presidente, o que, em tese, inviabilizaria sua participação.
Estatuto do Corinthians e a Regra dos 18 Meses
Contudo, o parágrafo 4º do mesmo artigo prevê que um dirigente que assume o cargo após uma vacância – ou seja, a saída antecipada do presidente eleito – pode concorrer na eleição seguinte. Essa exceção se aplica caso ele tenha permanecido no posto por até 18 meses.
A interpretação desse prazo é um ponto de divergência nos bastidores do Parque São Jorge. A dúvida é se os 18 meses incluem o período em que o dirigente atuou como presidente interino ou se a contagem começa apenas a partir da posse definitiva. Osmar Stábile assumiu a cadeira presidencial em maio de 2025, após o impeachment de Augusto Melo, e foi aclamado para um mandato-tampão em agosto.
Candidatos e Sucessão no Corinthians
Com a saída de Stábile da corrida presidencial, a base de aliados do atual presidente, formada majoritariamente por conselheiros vitalícios, conversa para alinhar um apoio na próxima eleição. O nome de Rozallah Santoro, ex-diretor financeiro, surge como possibilidade.
Até o momento, cinco nomes já se lançaram como pré-candidatos para disputar a presidência do clube:
- Sérgio Janikian
- André Negão
- Rozallah Santoro
- André Castro
- José Augusto Mendes
Ainda não está decidido se Osmar Stábile poderia ou não concorrer à reeleição, diante das diferentes interpretações do estatuto do Corinthians.

