Aos 55 anos, o professor e pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA) Pedro Walfir mantém uma rotina que envolve trabalho acadêmico e desafios esportivos de longa duração. Praticante de triatlo, ele já participou de provas como o Ironman, o Insanoman Ultra e o Ultraman Brasil, competição de ultradistância que concluiu em três edições consecutivas, em 2024, 2025 e 2026. Parte dessa trajetória está no livro “Eu me reinventei depois dos 50”, publicado pela Editora Dialética, que será lançado neste sábado (7), em duas sessões no Moage Café, em Belém, das 16h às 18h e das 18h às 20h, com venda de exemplares.
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A relação com o esporte ganhou novos significados a partir de novembro de 2020, quando um exame médico acordou uma lesão cerebral isquêmica. Na época, Pedro tinha 49 anos e já havia concluído um Ironman. O resultado levou a rever hábitos, especialmente a alimentação, o sono e a organização da rotina.

"Passei a entender que dediquei ao meu cuidado a mesma atenção que dedicava à carreira. Reorganizei minhas prioridades: saúde, família e trabalho, nessa ordem", relata.
A partir dessa mudança, o pesquisador aprofundou os cuidados com a preparação física e a recuperação. Adotou uma alimentação baseada em vegetais integrais e não processada e distribuída como meta dormir entre sete e oito horas por noite. O treinamento passou a integrar um conjunto de hábitos específicos à manutenção da saúde e da autonomia.
Na trajetória esportiva, o triatlo abriu caminho para desafios de maior duração. Entre eles estão o Insanoman Ultra e o Ultraman Brasil, prova que exige preparação física e resistência para percorrer longas distâncias em diferentes modalidades.
A presença da esposa e dos filhos nas competições também faz parte dessa experiência, que concilia treinamento, família e atividades profissionais.
"Eu já pratiquei triatlo e havia completado um Ironman, mas aquele exame médico me fez perceber que procurei olhar com mais atenção para minha saúde. Passei a estudar sobre alimentação, sono e longevidade. O exercício ganhou um sentido ainda mais ligado à autonomia e à qualidade de vida, com atenção também à recuperação", conta.
As experiências no esporte ocupam espaço na publicação, que relacionam a prática de atividades físicas à construção de novos objetivos ao longo do futuro. A proposta, segundo o professor, é não apresentar as provas de ultradistância como um caminho obrigatório, mas mostrar que cada pessoa pode estabelecer metas de acordo com as suas condições e possibilidades.
"Não espero que alguém termine o livro querendo participar de um Ultraman. Cada pessoa tem sua história e suas possibilidades. Um recomeço pode ser uma caminhada, uma consulta que vem sendo adiada, um retorno aos estudos ou uma conversa importante com alguém da família", afirma.

Dividido em oito capítulos e escrito ao longo de aproximadamente cinco anos, o livro também aborda a trajetória acadêmica de Pedro, as perdas familiares, a formação de sua família e as mudanças profissionais. A obra apresenta a prática esportiva como parte de um processo mais amplo de reorganização da vida.
Além do lançamento deste sábado, o autor participará de outras sessões em Belém. Na quinta-feira (12), às 18h, o encontro será no Clube do Remo. Já na quarta-feira (18), às 16h, uma programação ocorrerá no Auditório do Instituto de Geociências da UFPA.
SERVIÇO
Livro: “Eu me reinventei depois dos 50”, de Pedro Walfir
Editora: Dialética
- Lançamento: sábado (7), no Moage Café, em Belém.
- Sessões: das 16h às 18h e das 18h às 20h, com venda de exemplares e participação do autor.
Outras:
- Quinta-feira (12), às 18h, no Clube do Remo.
- Quarta-feira (18), às 16h, no Auditório do Instituto de Geociências da UFPA.
