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Futebol

Paysandu propõe mudanças no regulamento do Parazão 2027

Márcio Tuma apresentou três sugestões no congresso técnico da competição; proposta de inclusão obrigatória de atletas da base não foi aprovada

Fábio Will / O Liberal

7 de novembro de 2026 às 15:55

( Foto: Cristino Martins/O Liberal )

O Paysandu levou três propostas ao congresso técnico do Campeonato Paraense de 2027, realizado neste sábado (7), em Belém. Segundo o presidente bicolor, Márcio Tuma, as sugestões envolveram melhorias na infraestrutura dos estádios e municípios-sede, mudanças na distribuição das receitas das fases eliminatórias e a valorização das categorias de base. Uma das propostas foi aprovada pela maioria dos clubes, enquanto outra não recebeu apoio suficiente.

A primeira sugestão trata da criação de exigências mínimas de infraestrutura para a realização das partidas. O objetivo é estabelecer critérios tanto para os estádios quanto para as cidades que receberão os jogos, com atenção à segurança de atletas e torcedores. O tema será discutido no regulamento geral das competições, por meio de um grupo de trabalho do qual o Paysandu participará.

"Estamos participando de um congresso muito bem organizado. É uma honra estar aqui com os presidentes de todos os clubes do Pará. Todas as regiões estão representadas, e isso é muito importante para um estado como o Pará, de dimensões continentais", afirmou Tuma.

A segunda proposição, aprovada por ampla maioria, prevê uma mudança na distribuição das receitas das quartas de final e semifinais. A ideia é beneficiar os clubes que conquistarem as melhores campanhas esportivas, ajustando a divisão dos valores arrecadados nessas fases.

Já a terceira proposta, considerada pelo presidente bicolor a mais importante, buscava incentivar a utilização de jogadores formados nas categorias de base. O Paysandu sugeriu que cada equipe fosse obrigada a relacionar três atletas da base por partida. Para os clubes que não possuem categorias de formação, a alternativa seria utilizar jogadores de até 20 anos nascidos no Pará ou em outro estado da Região Norte.

A medida, porém, não foi aprovada pela maioria dos participantes. Mesmo assim, Tuma acredita que a discussão representa um primeiro passo para a adoção de mecanismos de incentivo à formação de jogadores no futebol paraense.

"Tenho certeza que só de propor a discussão foi algo inédito. Se não der certo em 2027, no próximo teremos algum dispositivo. Penso ser um caminho inevitável, formar atletas e revelar valores", concluiu o presidente.