No futebol, eles são chamados carinhosamente de “professores” pelos jogadores. Mais do que definir escalações e orientar as equipes à beira do gramado, os treinadores têm a missão de ensinar, liderar grupos e construir caminhos até as grandes conquistas. Neste 15 de outubro, quando é celebrado o Dia do Professor, a história do futebol paraense também oferece motivos para homenagear aqueles que fizeram história nos comandos de Remo e Paysandu.
Entre os nomes que ajudaram a escrever capítulos importantes do esporte no Pará, Givanildo Oliveira ocupa lugar de destaque. Natural de Olinda (PE), o treinador acumulou passagens pelos dois maiores clubes do estado, mas foi no Paysandu que alcançou algumas das conquistas mais expressivas de sua carreira. À frente do Papão, levantou títulos estaduais, conquistou a Série B do Campeonato Brasileiro de 2001, a Copa Norte e a Copa dos Campeões, considerada a maior conquista da história bicolor e também do futebol Norte do Brasil.

A ligação de Givanildo com o futebol paraense também inclui duas passagens vitoriosas pelo Remo. Em 2018, quando comandou o Leão Azul pela última vez no estado, o treinador conquistou o Campeonato Paraense e reforçou sua trajetória de títulos no futebol local, porém, em 1993, Givanildo Oliveira levantou a taça do Parazão de forma invicta pelo Leão Azul de Antônio Baena.

Professores que marcaram a história azulina
Ao longo das décadas, o Remo teve treinadores que ajudaram a construir a identidade do clube. Na década de 1970, Joubert Meira esteve à frente de uma das equipes mais lembradas da história azulina. Já Paulo Amaral comandou o Leão durante sua participação na elite do futebol brasileiro.

Outros profissionais também conquistaram espaço na memória do torcedor remista. Valdemar Carabina integra a lista de nomes ligados à trajetória do clube, enquanto Roberval Davino entrou para a história ao conquistar o Campeonato Brasileiro da Série C, maior título da história do clube azulino. Agnaldo de Jesus, o “Seu Boneco”, também deixou sua marca com a campanha de 100% de aproveitamento no Campeonato Paraense de 2004, com 14 vitórias em 14 jogos.
A relação de treinadores importantes do Remo inclui ainda Cacaio e Paulo Bonamigo, que tiveram passagens marcantes pelo clube e participaram de campanhas de acesso. Bonamigo, inclusive, esteve à frente do Remo em duas conquistas de acesso uma à Série A em 2000 e outra à Série B em 2020.
Mais recentemente, Guto Ferreira escreveu um capítulo importante na história azulina. Contratado em um momento delicado da campanha do Leão na Série B de 2026, o treinador conseguiu uma reação expressiva em dez partidas, com sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A arrancada foi decisiva para levar o Remo de volta à Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos, consolidando o nome do comandante entre os personagens da história recente do clube.

No Paysandu, títulos e campanhas inesquecíveis
Do lado bicolor, além de Givanildo Oliveira, outros treinadores tiveram papel fundamental em conquistas e momentos históricos. Joel Martins, por exemplo, comandou o Paysandu na campanha do título da Série B de 1991, um dos marcos da trajetória nacional do clube.
Na década de 1990, Mário Felipe Perez, conhecido como Tata, também esteve à frente do Papão. Anos depois, o clube recebeu Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, que assumiu o comando bicolor em 2005.

Outro nome de destaque é o uruguaio Darío Pereyra, treinador do Paysandu durante a histórica participação do clube na Copa Libertadores de 2003. A campanha internacional colocou o Papão em evidência no continente e permanece entre os momentos mais emblemáticos da história alviceleste.

Dado Cavalcante também deixou sua contribuição com títulos importantes. Em 2016, conquistou o Campeonato Paraense e a Copa Verde, competição que voltou a vencer com o Paysandu em 2018. Na sequência da história bicolor, Mazola Júnior e Hélio dos Anjos ganharam notoriedade pelas campanhas de acesso à Série B, em 2014 e 2023, respectivamente.
Tuna
O futebol paraense também guarda espaço para outros treinadores que marcaram época. Dutra, ex-jogador, comandou a Tuna Luso Brasileira na Série B do Campeonato Brasileiro de 1985. Já Carlos Alberto Lucena, conhecido pelo estilo folclórico, fez parte da trajetória da Lusa no início dos anos 2000. Destaque também para o técnico Robson Melo, que em 2020, foi responsável por conduzir o elenco da Tuna à elite do futebol, paraense depois de 8 anos jogando a Segundinha. Lucena com a camisa da Tuna Luso (Marcelo Seabra/ Arquivo O Liberal)

