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FUTEBOL

No Dia do Professor, relembre técnicos marcantes em Remo, Paysandu e Tuna

Remo, Paysandu e Tuna Luso fizeram história com treinadores à beira do gramado

Fábio Will

15 de outubro de 2026 às 11:57

( Foto: Tarso Sarraf / OLiberal )

No futebol, eles são chamados carinhosamente de “professores” pelos jogadores. Mais do que definir escalações e orientar as equipes à beira do gramado, os treinadores têm a missão de ensinar, liderar grupos e construir caminhos até as grandes conquistas. Neste 15 de outubro, quando é celebrado o Dia do Professor, a história do futebol paraense também oferece motivos para homenagear aqueles que fizeram história nos comandos de Remo e Paysandu.

Entre os nomes que ajudaram a escrever capítulos importantes do esporte no Pará, Givanildo Oliveira ocupa lugar de destaque. Natural de Olinda (PE), o treinador acumulou passagens pelos dois maiores clubes do estado, mas foi no Paysandu que alcançou algumas das conquistas mais expressivas de sua carreira. À frente do Papão, levantou títulos estaduais, conquistou a Série B do Campeonato Brasileiro de 2001, a Copa Norte e a Copa dos Campeões, considerada a maior conquista da história bicolor e também do futebol Norte do Brasil.

Givanildo Oliveira revelou uma das mágoas que teve no Paysandu
Givanildo Oliveira quando comandava o Paysandu no início dos anos 2000 (Arquivo O Liberal)

A ligação de Givanildo com o futebol paraense também inclui duas passagens vitoriosas pelo Remo. Em 2018, quando comandou o Leão Azul pela última vez no estado, o treinador conquistou o Campeonato Paraense e reforçou sua trajetória de títulos no futebol local, porém, em 1993, Givanildo Oliveira levantou a taça do Parazão de forma invicta pelo Leão Azul de Antônio Baena.

Mestre Givanildo Oliveira na última passagem pelo Remo em 2018
Mestre Givanildo Oliveira na última passagem pelo Remo em 2018 (Fábio Will / Ascom Remo)

Professores que marcaram a história azulina

Ao longo das décadas, o Remo teve treinadores que ajudaram a construir a identidade do clube. Na década de 1970, Joubert Meira esteve à frente de uma das equipes mais lembradas da história azulina. Já Paulo Amaral comandou o Leão durante sua participação na elite do futebol brasileiro.

Joubert Meira foi um dos maiores técnicos do Remo (Divulgação)
Joubert Meira foi um dos maiores técnicos do Remo (Divulgação)

Outros profissionais também conquistaram espaço na memória do torcedor remista. Valdemar Carabina integra a lista de nomes ligados à trajetória do clube, enquanto Roberval Davino entrou para a história ao conquistar o Campeonato Brasileiro da Série C, maior título da história do clube azulino. Agnaldo de Jesus, o “Seu Boneco”, também deixou sua marca com a campanha de 100% de aproveitamento no Campeonato Paraense de 2004, com 14 vitórias em 14 jogos.

A relação de treinadores importantes do Remo inclui ainda Cacaio e Paulo Bonamigo, que tiveram passagens marcantes pelo clube e participaram de campanhas de acesso. Bonamigo, inclusive, esteve à frente do Remo em duas conquistas de acesso uma à Série A em 2000 e outra à Série B em 2020.

Mais recentemente, Guto Ferreira escreveu um capítulo importante na história azulina. Contratado em um momento delicado da campanha do Leão na Série B de 2026, o treinador conseguiu uma reação expressiva em dez partidas, com sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A arrancada foi decisiva para levar o Remo de volta à Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos, consolidando o nome do comandante entre os personagens da história recente do clube.

Guto Ferreira levou o Leão à Série A  (Samara Miranda / Remo)
Guto Ferreira levou o Leão à Série A  (Samara Miranda / Remo)

No Paysandu, títulos e campanhas inesquecíveis

Do lado bicolor, além de Givanildo Oliveira, outros treinadores tiveram papel fundamental em conquistas e momentos históricos. Joel Martins, por exemplo, comandou o Paysandu na campanha do título da Série B de 1991, um dos marcos da trajetória nacional do clube.

Na década de 1990, Mário Felipe Perez, conhecido como Tata, também esteve à frente do Papão. Anos depois, o clube recebeu Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, que assumiu o comando bicolor em 2005.

Carlos Alberto Torres treinou o Papão em 2005 (Marcelo Seabra / Arquivo O Liberal)
Carlos Alberto Torres treinou o Papão em 2005 (Marcelo Seabra / Arquivo O Liberal)

Outro nome de destaque é o uruguaio Darío Pereyra, treinador do Paysandu durante a histórica participação do clube na Copa Libertadores de 2003. A campanha internacional colocou o Papão em evidência no continente e permanece entre os momentos mais emblemáticos da história alviceleste.

Darío Pereyra comandando o Papão em 2003 (Raimundo Paccó / Arquivo O Liberal)
Darío Pereyra comandando o Papão em 2003 (Raimundo Paccó / Arquivo O Liberal)

Dado Cavalcante também deixou sua contribuição com títulos importantes. Em 2016, conquistou o Campeonato Paraense e a Copa Verde, competição que voltou a vencer com o Paysandu em 2018. Na sequência da história bicolor, Mazola Júnior e Hélio dos Anjos ganharam notoriedade pelas campanhas de acesso à Série B, em 2014 e 2023, respectivamente.

Tuna

O futebol paraense também guarda espaço para outros treinadores que marcaram época. Dutra, ex-jogador, comandou a Tuna Luso Brasileira na Série B do Campeonato Brasileiro de 1985. Já Carlos Alberto Lucena, conhecido pelo estilo folclórico, fez parte da trajetória da Lusa no início dos anos 2000. Destaque também para o técnico Robson Melo, que em 2020, foi responsável por conduzir o elenco da Tuna à elite do futebol, paraense depois de 8 anos jogando a Segundinha. Lucena com a camisa da Tuna Luso (Marcelo Seabra/ Arquivo O Liberal)