Após novo levantamento da comissão de anistia, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, anulou 295 ex-cabos da Força Aérea Brasileia (FAB) e um dos militares foi o paraense e vice-presidente da CBF, Coronel Nunes. A decisão foi publicada na segunda-feira (8), no Diário Oficial.
Nunes esteve à frente entidade máxima do futebol brasileiro entre 2017 e 2019 e recebia o valor de R$15 mil mensais da Aeronáutica. Coronel Nunes passou a receber o dinheiro, depois que a comissão de anistia considerou que militares deixaram seus cargos na FAB por perseguição política sofridas no período de 18 de setembro de 1946 a 1988, após a Lei 10.559, sancionada em 2002, que previa a indenização de servidores e empregados. Damares justificou a saída dos militares como “ausência de comprovação da existência de perseguição exclusivamente política no ato concessivo”.
De acordo com a publicação no Diário Oficial da União, não será preciso devolver o dinheiro recebido neste período. A Aeronáutica paga aos militares todos os meses mais de R$30 milhões. Cerca de 2.500 pessoas estão sendo investigadas.
A reportagem de OLiberal entrou em contato com o Coronel Nunes, mas até o momento não obteve retorno.
