Vale o mundo! Espanha e Argentina disputam neste domingo (19) o título da Copa do Mundo da FIFA, em duelo marcado para o MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. De um lado, a seleção espanhola tenta conquistar o bicampeonato mundial. Do outro, os argentinos buscam levantar a taça pela quarta vez. A decisão terá arbitragem do esloveno Slavko Vinčić, e as duas equipes chegam sem desfalques para a grande final.
Depois de eliminar a favorita França na semifinal, a Espanha chega embalada à decisão. Invicta, soma seis vitórias e um empate, além de ter sofrido apenas um gol em sete partidas. Sob o comando de Luis de la Fuente, a equipe mantém o 4-3-3 como sistema-base, priorizando o controle do jogo por meio da posse de bola e pressionando o adversário para recuperar rapidamente a bola quando a perde.
Na defesa, os zagueiros se destacam pela qualidade na saída de bola, enquanto os laterais recebem liberdade para apoiar o ataque, seja ocupando os corredores ou atuando por dentro na construção das jogadas.
O meio-campo é o principal trunfo da equipe espanhola. Rodri atua como primeiro volante e inicia a construção das jogadas ao lado da defesa. Fabián Ruiz é responsável por conectar os setores, conduzindo a bola e encontrando espaços com passes verticais. Mais avançado, Dani Olmo aproxima-se do centroavante e se destaca pelas infiltrações constantes na área.
No ataque, o trio formado por Baena, Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal alia mobilidade e criatividade. Baena e Yamal começam abertos pelos lados, mas frequentemente atacam os espaços pelo centro. Principal destaque da equipe, Yamal desequilibra nos confrontos individuais graças à velocidade e ao drible, enquanto Baena também participa da construção ofensiva. Já Oyarzabal atua como um falso 9, movimentando-se para abrir espaços e favorecer as infiltrações dos companheiros.
Esquema tático da seleção espanhola.
Do outro lado, a Argentina chega fortalecida após superar um caminho repleto de dificuldades no mata-mata. A equipe comandada por Lionel Scaloni avançou em quatro confrontos de alto nível, com duas viradas e duas classificações conquistadas na prorrogação. Na semifinal, o treinador promoveu uma mudança importante ao escalar Giuliano Simeone pelo lado direito. A equipe passou a atuar em um 4-3-3 assimétrico, que se transforma em um 4-1-3-2 durante a fase ofensiva e em um 4-5-1 quando precisa defender.
Esquema tático dos argentinos.
Na estrutura argentina, os laterais participam pouco das ações ofensivas, priorizando a consistência defensiva. Na zaga, Lisandro Martínez é o principal responsável pela saída de bola, enquanto Cristian Romero também aparece como opção para quebrar linhas com conduções e participações ofensivas.
No meio-campo, a intensidade é uma das principais características. Leandro Paredes exerce a função mais defensiva, protegendo a defesa e equilibrando a equipe. À frente dele, Alexis Mac Allister atua pelo lado esquerdo e procura se aproximar de Enzo Fernández, responsável por organizar a construção das jogadas. Pela direita, Giuliano Simeone garante amplitude ao ataque, explorando os corredores e contribuindo também na recomposição defensiva.
No setor ofensivo, Lionel Messi segue sendo a principal referência da seleção argentina. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, o camisa 10 já marcou oito gols nesta edição e atua como um segundo atacante, com liberdade para recuar, participar da criação e aparecer pelos lados do campo. Ao seu lado, Julián Álvarez também foge do perfil de centroavante fixo, alternando movimentações pelo centro e pelos espaços, especialmente pelo lado direito. A mobilidade da dupla é uma das principais armas argentinas para tentar superar a sólida defesa espanhola e conduzir a Albiceleste ao tetracampeonato mundial.
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