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Analista de desempenho paraense fala sobre uso da ciência no futebol: 'não dá pra tratar de forma empírica'

Cadu Furtado trocou recentemente o Flamengo pelo Cruzeiro. Em entrevista, o analista falou sobre a carreira e uma passagem importante pelo Paysandu.

Caio Maia/ O Liberal

"O futebol é uma ciência". É com essa mentalidade que o analista de desempenho Carlos Eduardo Furtado, o Cadu, embarca em um novo desafio para 2022. O paraense, formado pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) e com passagem pelo Paysandu, deixou o Flamengo para aceitar um convite do Cruzeiro, gigante do futebol brasileiro que quer se reerguer na Série B.

"Com a mudança do clube para SAF, recebi um convite e me senti seguro para aceitar o desafio. Estou preparado para poder aprender e trocar experiências com os profissionais que lá estão", disse Cadu.

Em entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal, o analista falou sobre a carreira e a passagem importante pelo Paysandu. Além disso, Cadu falou sobre o lado científico do futebol e como o esporte tem se tornado mais "acadêmico".

O que faz um analista de desempenho?

Cadu Furtado ao lado de Arrascaeta, no Flamengo (Divulgação/ Arquivo pessoal)

Segundo Cadu, o analista atua como um auxiliar técnico. Por meio da observação de partidas, o profissional tem como objetivo municar a comissão técnica de informações sobre os adversários e os jogadores do elenco. Isso tudo ocorre de forma individual, mas também coletiva.

"Buscamos observar a ideia de jogo implementada pelo treinador. Dentro disso, estudamos as vulnerabilidades da equipe adversária, de forma coletiva e também individualizada. Temos também a análise das bolas paradas ofensivas e defensivas, onde montamos uma estratégia para neutralizar dificuldes nossas e também explorar seus pontos vulneráveis do outro lado", disse.

A ciência por trás da análise

A análise de desempenho é vinculada a uma visão mais "academicista" do futebol, de muito estudo e preparação. De acordo com Cadu, o analista deve ter uma formação superior e entender os conceitos de jogo. Por meio de metodos científicos, o profissional deve auxiliar na condução de uma equipe.

"A análise de desempenho necessita de estudos. O futebol é uma ciência. É inconcebível tratar o esporte de forma empírica. Independentemente do clube em que você atua, é necessário ter conceitos claros e definidos. Seguir a metodologia em que você acredita, adaptando o trabalho ao clube em que está inserido. É importante ter sensibilidade para entender o contexto cultural e histórico do clube, para não ter dificuldades e adaptar o trabalho de forma rápida", explicou.

Passagem marcante pelo Paysandu

Cadu foi bicampeão da Copa Verde com o Paysandu (Divulgação/ Arquivo Pessoal)

Antes de ir para o Flamengo - clube onde conquistou 10 títulos entre 2019 e 2021 - Cadu teve uma passagem importante como profissional do Paysandu. Ele conta que, entre 2015 e 2018, ele ajudou a montar o departamento de análise de desempenho do clube. Cadu conta que, na época, contava com bastante investimento por parte da diretoria e equipamentos de trabalho modernos.

"No Paysandu estava em um bom nível de estrutura, inclusive melhores que muitos clubes da série A. Nós utilizamos um software que pouquíssimos clubes possuíam na época. A diferença era a quantidade de profissionais e materiais. Em relação ao futebol paraense hoje, acredito que as pessoas que estão à frente dos processos estejam tentando, dentro das suas possibilidades, fazer com que o futebol possa evoluir. Torço para ver o desenvolvimento do futebol paraense", avaliou

 

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