Flamengo abre guerra com o Palmeiras por reclamação de arbitragem: 'Reiteradamente beneficiado'

O clube carioca usou uma matéria do site ge para se basear em sua defesa e disparar contra a equipe presidida por Leila Pereira

Estadão Conteúdo
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O Flamengo resolveu abrir guerra contra o Palmeiras no assunto arbitragem. Citado pelos paulistas em nota de contestação ao STJD pela denúncia de Maurício por lance de cotovelada em Cacá, no Vitória, na ultima rodada do Brasileirão, os rubro-negros rebateram a "reclamação" definindo o clube rival como "reiteradamente beneficiado" pela arbitragem nos últimos anos e pedindo mais justiça no apito.

"Após o retorno da Copa do Mundo, o debate sobre arbitragem voltou a ocupar o centro do futebol brasileiro. E isso não acontece por acaso. Nos últimos anos, consolidou-se entre torcedores, profissionais do futebol e parte significativa da opinião pública a percepção de que um determinado clube vem sendo reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem. Essa percepção não nasce apenas da rivalidade esportiva. Também encontra respaldo em números", disparou o Flamengo.

O clube carioca usou uma matéria do site ge para se basear em sua defesa e disparar contra a equipe presidida por Leila Pereira e treinada por Abel Ferreira, que desde a última polêmica, no Barradão, vem "defendendo" a atuação do árbitro Alex Gomes Stefano e de Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, responsável pelo VAR. A dupla não avaliou um possível cartão vermelho a Maurício e ainda expulsou Cacá (lance bastante reclamado pelos dirigentes e jogadores do Vitória) e Luan Cândido.

"Levantamento do Espião Estatístico, do ge, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR", destacou o Flamengo, também frisando a atual edição da Série A.

"Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo. Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol."

Os cariocas fizeram questão de reconhecer os investimentos realizados pela CBF e os avanços promovidos pela Comissão de Arbitragem, citando treinamentos, divulgação dos áudios do VAR e implementação de novas tecnologias. Mas com um adendo de jogo palmeirense. "No entanto, não são elas que executam as regras que, eventualmente, acabam decidindo jogos. Na partida entre Vitória e Palmeiras, por exemplo, as decisões foram tomadas por Alex Gomes Stefano, em campo, e Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, no VAR."

"Também merece reflexão o comportamento adotado dentro e fora de campo. Tornou-se frequente assistir a jogadores e comissões técnicas cercando árbitros, reclamando de forma ostensiva e se colocando na condição de vítimas mesmo após faltas evidentes ou até mesmo um simples lateral. Uma ação estudada e coordenada", seguiu o flamengo em seu desabafo.

Com o triunfo alviverde, a diferença na classificação do Brasileirão é de oito pontos. O Flamengo pede cobrança aos árbitros em decisões que podem gerar alteração na tabela e que influenciam diretamente na disputa por taças.

"São os árbitros que interpretam os lances, aplicam as regras e tomam decisões capazes de alterar tabelas, influenciar disputas por títulos, vagas e rebaixamentos. Por isso, também precisam ser responsabilizados quando cometem erros graves, quando são passivos em relação à pressão até mesmo em cobranças de lateral, e quando não coíbem o mau comportamento sistemático, como determinam as regras. A Copa do Mundo, recentemente, mostrou o caminho; árbitros e atletas que lá estiveram, muitos deles jogando no Brasil, lá, atuaram de acordo com a regra do 'jogo limpo', e deveriam fazer o mesmo aqui", exigiu.

Por fim, mais uma cutucada no Palmeiras. "O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros", afirmou. "O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo."

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