O Portal da Amazônia, no bairro do Jurunas, recebe desde as primeiras horas da manhã deste sábado (17) corredores profissionais, amadores e grupos de atletas para o primeiro dia da Corrida do Círio 2026. Enquanto aguardavam a largada dos 5 km, prevista para as 6h, os participantes fazem exercícios de aquecimento ao som de um DJ. Entre eles, histórias de superação e fé dão significado especial à experiência.
Aos 63 anos, o professor de matemática aposentado Luis Antônio Reis de Barra, conhecido como Luisinho, participa da corrida de rua há três anos e meio. A entrada no esporte aconteceu por acaso, em um projeto de atividade física ligado ao curso superior da filha. Depois de enfrentar os primeiros 4 km, recebeu incentivo para continuar e completou os 5 km da Corrida do Círio.
“Sou católico, e é muito emocionante. A gente sempre relaciona a Corrida do Círio com o próprio Círio de Nazaré”, conta. Para ele, a simbologia da corda, um dos elementos mais marcantes da procissão, reforça a conexão entre esporte e devoção.
A dentista Lucilene Cardoso Queiroz, de 36 anos, também leva a fé para o percurso. Vinda de Macarena, ela participa pela primeira vez da Corrida do Círio. Há dois anos na corrida de rua, já conquistou pódios e vê na modalidade uma oportunidade de cuidar da saúde.
Antes da prova, Lucilene fez uma oração em agradecimento pela vida, pela família e pela oportunidade de participar. “Acho muito importante termos esse momento de agradecimento antes de iniciar cada percurso”, afirma.
As histórias dos dois corredores refletem o espírito da prova, que reúne participantes de diferentes idades e cidades em um percurso de 5 km pelas ruas da Cidade Velha, no centro histórico de Belém. Mais do que buscar bons resultados, eles encontram na corrida uma forma de superar limites e viver a tradição do Círio de Nazaré.

