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EMPREGO

Pará tem saldo de 34,6 mil empregos formais entre janeiro e setembro de 2026

Setor de Serviços liderou a geração de vagas, com mais de 17 mil postos

Fabyo Cruz

4 de novembro de 2026 às 19:27

A projeção considera a média de aproximadamente 44,5 mil admissões mensais registrada até setembro

A projeção considera a média de aproximadamente 44,5 mil admissões mensais registrada até setembro ( Foto: Marcello Casal / Agência Brasil )

O Pará registrou saldo positivo de 34.657 empregos formais entre janeiro e setembro de 2026, resultado de 400.910 admissões e 366.253 desligamentos. Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), divulgado nesta quarta-feira (4), com base nos registros do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

No período, o estoque de empregos com carteira assinada no Estado cresceu 3,48%. O desempenho colocou o Pará na 13ª posição entre as 27 unidades da Federação e na liderança da geração de empregos formais na Região Norte, respondendo por 41,24% do saldo regional, que chegou a 84.039 postos de trabalho.

Entre os setores econômicos, Serviços apresentou o melhor resultado, com saldo de 17.121 vagas, o equivalente a 49,40% do total registrado no Estado. Na sequência aparecem Construção, com 6.430 postos; Comércio, com 5.871; Indústria, com 3.897; e Agropecuária, com 1.338. Todos os cinco grandes setores tiveram saldo positivo no acumulado dos nove primeiros meses do ano.

Resultado de setembro

Somente em setembro, o Pará contabilizou 44.561 admissões e 38.937 desligamentos, com saldo de 5.624 empregos formais. O estoque estadual cresceu 0,55% em relação ao mês anterior, alcançando 1.031.014 vínculos de trabalho com carteira assinada.

Naquele mês, Serviços também liderou a geração de vagas, com saldo de 1.925 postos. O Comércio ficou em segundo lugar, com 1.545, seguido pela Construção, com 874; Indústria, com 857; e Agropecuária, com 423. Juntos, Serviços, Comércio e Construção responderam por 77,24% da geração líquida de empregos no Estado.

O resultado de setembro também colocou o Pará na liderança da Região Norte. Dos 14.748 empregos gerados na região, 5.624 foram registrados no Estado, o equivalente a 38,13% do saldo regional. No cenário nacional, o Pará respondeu por 4,64% dos 121.305 postos de trabalho criados no mês.

Cenário regional e nacional

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil registrou 20.826.877 admissões e 19.577.963 desligamentos, com saldo de 1.248.914 empregos formais. O Pará respondeu por 2,77% desse resultado. O crescimento de 3,48% no estoque estadual ficou acima da média nacional, de 2,65%, e próximo do índice da Região Norte, de 3,53%.

Na região, o Pará ficou à frente do Amazonas, que registrou saldo de 24.350 empregos formais no período. Considerando os últimos 12 meses, de outubro de 2025 a setembro de 2026, o Estado também liderou a geração de vagas no Norte, com saldo de 23.476 postos, equivalente a 36,61% do resultado regional.

Expectativa para o último trimestre

Na avaliação do Dieese/PA, o Pará poderá voltar a superar a marca de 500 mil contratações formais em 2026, como ocorreu em 2025. A projeção considera a média de aproximadamente 44,5 mil admissões mensais registrada até setembro. O saldo final de empregos, porém, dependerá também do volume de desligamentos até dezembro.

O levantamento aponta que fatores como o pagamento do 13º salário, a movimentação econômica do Círio de Nazaré, as vendas da Black Friday, do Natal e das festas de fim de ano tendem a estimular a atividade econômica. Parte dos recursos do décimo terceiro poderá ser destinada à quitação de dívidas, enquanto outra parcela deverá retornar à economia por meio do consumo, com possíveis reflexos na demanda do comércio e dos serviços.

A análise também destaca que a manutenção dos postos de trabalho existentes e a efetivação de parte dos trabalhadores temporários serão importantes para sustentar os ganhos de emprego e renda no início de 2027.