Em meio à corrida por especializações, cursos de inteligência artificial e novas tendências, um fator ainda reprova milhares de jovens em processos seletivos: a falta de domínio do básico. Quem faz esse alerta é Rodrigo Dib, superintendente institucional do CIEE, em entrevista a O Liberal. “Hoje as pessoas estão sendo reprovadas nos processos porque não fazem bem a primeira parte. Comunicação, raciocínio lógico, clareza de ideias. Quiçá chegam ao segundo nível”, destaca Dib. Segundo o especialista, não é necessário se tornar um programador ou dominar todas as novas ferramentas tecnológicas. No entanto, é indispensável entender como elas funcionam, manter a base sólida e desenvolver habilidades comportamentais, como flexibilidade e vontade de aprender. VEJA MAIS: CIEE abre vagas de estágio no Pará para diversos cursos; confira os detalhes A bolsa-auxílio varia de R\$ 600 a R\$ 1.500, de acordo com a vaga, e todas incluem auxílio-transporte Veja 5 profissões técnicas com potencial para investir no futuro da carreira Conheça profissões vão se tornar mais relevantes e com maior demanda para o mercado nos próximos anos e saiba onde cada profissional pode atuar Metade dos jovens paraenses está fora do mercado de trabalho, revela estudo do DIEESE Pará tem 1,177 milhão de jovens ocupados, mas só 51,1% da juventude está na força de trabalho Para ele, a preparação para o mercado começa antes da parte técnica: “É como pensar na cobertura de um prédio quando a estrutura da base ainda não está pronta. O básico é a estrutura”.