Setor têxtil paraense ganha reforço com expansão de estamparia local

Mudança no modelo produtivo marca nova etapa de estamparia com atuação no Pará

Da Redação
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Com faturamento que ultrapassou R$ 220 bilhões no consolidado de 2024/2025, a indústria têxtil brasileira mantém posição de destaque no cenário global, ocupando o 5º lugar no ranking mundial. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que também projeta crescimento de 1,2% na produção industrial em 2026. Já a Inteligência de Mercado (Iemi) aponta que o setor reúne cerca de 24,3 mil unidades produtivas e gera aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos no país. É nesse contexto de um mercado amplo, competitivo e em transformação que iniciativas regionais buscam espaço e consolidação, como a New Stamp.

Instalada no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB), a empresa atua no segmento de estamparia e confecção de camisas e uniformes. Embora a marca tenha cerca de 10 anos de existência, a fábrica própria é mais recente, com dois anos de operação, período em que a empresa passou a produzir internamente e a ampliar sua atuação em todo o estado do Pará.

Uma das proprietárias, Patrícia Queiroz, de 39 anos, relembra que a origem do negócio está ligada à confecção de camisas para a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ). “A estamparia surgiu dentro da IEQ. Eu era funcionária e surgiu a oportunidade de começar a confeccionar camisas. Um dos meus chefes na época me incentivou e nos apoiou. Começamos assim, confeccionando camisas para a igreja, isso há 10 anos”, conta. Para a empresária, a IEQ segue sendo uma importante parceira e cliente da empresa em diversas regiões do Pará.

image Fábrica da empresa em Ananindeua (Ivan Duarte/O Liberal)

Com o passar do tempo, o empreendimento ganhou novos contornos. Patrícia passou a dividir a sociedade com outros parceiros, entre eles Paulo Fabril, Elaine Queiroz, sua irmã, e Rafael Silva, formando um grupo que decidiu investir na estruturação de uma fábrica própria. “Há dois anos nós decidimos abrir a fábrica e iniciar com confecção própria. Antes, como qualquer empreendedor que começa, a gente terceirizava tudo. Iniciar esse processo foi o nosso maior desafio”, afirma.

Presença digital

Atualmente, o modelo de negócio da New Stamp tem forte presença digital. De acordo com Patrícia, entre 80% e 90% dos atendimentos são realizados online, principalmente via WhatsApp, impulsionados por investimentos em tráfego pago. “Pouco conhecemos nossos clientes pessoalmente, porque atendemos todo o estado do Pará. O pedido entra pelo atendimento online, fechamos a ordem de serviço e seguimos para a produção: corte, costura, pintura, bordado ou sublimação, até a embalagem final”, explica. Todo o material, segundo ela, sai conferido e pronto para entrega.

Mercado

O principal produto da estamparia continua sendo a camisa personalizada, voltada especialmente para eventos religiosos, corporativos e institucionais. Nos últimos dois anos, porém, a empresa passou a investir também em uniformes empresariais e operacionais, como camisas polo, sociais e peças para trabalhadores da construção civil. “Esse ainda é um mercado que estamos ingressando, mas que vem com muita força”, destaca a empresária.

Sobre o cenário regional, Patrícia avalia que a Região Metropolitana de Belém é bastante competitiva, o que levou a empresa a mirar o interior do estado. “Existe muita dificuldade de confecção no interior. A partir daqui, conseguimos atender essas demandas com qualidade e alcançar um público muito maior”, afirma. Atualmente, a New Stamp atende clientes em diferentes municípios paraenses, ampliando seu raio de atuação além de Belém e Ananindeua.

image A empresária avalia que a Região Metropolitana é bastante competitiva, o que levou a empresa a mirar o interior do Pará (Ivan Duarte/O Liberal)

Entre os diferenciais, ela aponta o atendimento direto dos próprios sócios. “Todos nós, proprietários, fazemos o atendimento com o cliente. Não deixamos isso apenas na mão de vendedores. Esse contato direto e a qualidade do produto são o nosso maior diferencial”, diz.

A expansão também se reflete na geração de empregos. A empresa começou com cinco funcionários e hoje conta com 15 trabalhadores diretos, todos com carteira assinada, além de mais de dez pessoas atuando de forma indireta. Em novembro de 2025, a New Stamp inaugurou uma loja física, ampliando o atendimento presencial, sobretudo para pequenos empreendedores e empresas com equipes reduzidas.

Para o futuro, os planos incluem a abertura de novas lojas no interior do Pará. “A ideia é que o cliente não precise mais esperar 30 ou 60 dias para receber o uniforme. Queremos oferecer mais agilidade e proximidade, atendendo do menor ao maior cliente”, projeta Patrícia. Em meio aos desafios e à competitividade do setor têxtil, a New Stamp aposta na combinação entre estrutura própria, atendimento personalizado e alcance digital para se firmar como uma referência regional na estamparia paraense.

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