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Restaurantes por quilo em Belém se esforçam para não aumentar preços diante da inflação

Alta nos alimentos e no gás de cozinha impactou empreendedores nos últimos anos

Eduardo Laviano

Um levantamento da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) atestou que o preço do almoço por quilo aumentou em 13% no Brasil no último ano. E a expectativa é de aumento com as altas do gás de cozinha e do trigo.

Francisco Gomes é dono de um restaurante vegano no bairro da Campina, em Belém, que oferece o serviço e conta que precisa respirar fundo diante da situação econômica do país, com o objetivo de não repassar o preço para os consumidores considerando os aumentos contínuos causados pela inflação.

"A gente tem sentido esse impacto da inflação, coisa que um tempo atrás não tinha. Sempre teve uma certa inflação, mas esse segmento dos alimentos tem sido muito afetado nesse momento. A gente depende muito da questão climática que está muito flutuante e tem afetado muito. A gente tem que, de certa forma, equilibrar isso aí, pois não dá para aumentar os preços e pronto. É difícil. A gente respira fundo, conta até 10 e espera a coisa se acalmar, porque se não a gente vai ter que repassar esses custos e o cliente não quer", conta.

Francisco é vegano e por isso decidiu que o restaurante por quilo dele também seria (Thiago Gomes/O Liberal)

Por ser especializado no ramo vegano, Gomes tem se preocupado principalmente com os preços do hortifruti. O restaurante dele não oferece carnes e produtos de origem animal, o que o permite oferecer um preço bem mais barato do que o é comumente visto na capital paraense: R$65 o quilo.

"É difícil eleger um item específico que aumento mais. A cenoura, a batata, o pimentão e o tomate que são itens muito centrais e muito utilizados, a gente sente. Sem contar as verduras, folhagens em geral, como o alface. Nessa época de muita chuva, aumenta de preço às vezes em três ou quatro vezes mais", diz.

Também no bairro da Campina, Luciene Almeida conta que a comida a quilo continua atraindo muitos clientes, principalmente entre os que trabalham na redondeza.

"Antes da pandemia o quilo estava R$60 aqui. Hoje está R$70. É um preço que não chega a afastar clientes mas que com certeza diminui o que vão botar no prato. É mais barato do que o quilo da churrascaria que está passando de R$90, claro, mas não é um preço popular", avalia. 

Além dos alimentos, o preço do gás de cozinha também tem pressionado os empreendedores que trabalham com comida por quilo. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará, só entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022 o gás de cozinha de 13 quilos ficou 30% mais caro nos postos de revenda do estado.

Mário Antônio Sena é servidor público e trabalha nas redondeza do centro comercial de Belém e conta que almoçava pelo menos duas vezes na semana no quilo. Hoje, a extravagância fica para dias especiais, comemorações ou quando o salário cai na conta.

"Eu adoro churrascaria e vou para rodízio. Vale a pena para quem gosta de carne. Mas também está caro. Eu sempre gostei de comer a quilo mas não era mais o que era antes. Está tudo caro", diz. 

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