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Movimento em floriculturas é pelo menos 50% maior para o Dia das Mães na Grande Belém

Vendedores de flores afirmam que data está sempre entre os melhores momentos de venda do ano, competindo apenas com o Dia dos Namorados

Natália Mello

O movimento nas floriculturas da região metropolitana de Belém aumentou pelo menos 50% nesta semana devido à proximidade do Dia das Mães, segundo dois estabelecimentos na capital e outro em Ananindeua. Em um estabelecimento no bairro de Nazaré, por exemplo, mesmo com os aumentos recentes nas flores – estimados em 20% pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) –, fluxo e, consequentemente, o faturamento, crescem 80%, aproximadamente, nesse período.

“A expectativa é boa, melhor do que nos outros anos. Estamos tendo mais pedidos do que nos outros anos, então até agora a tendência é ser um ano muito bom, mesmo com o aumento no preço das flores que compramos com os fornecedores”, declarou o proprietário da floricultura, Said Hosn, que atua nesse segmento do comércio desde 2005. O comerciante afirma que, ainda, o carro-chefe continua sendo o buquê de rosas, seguido das orquídeas e dos lírios. “A gente nem consegue atender todo mundo no dia, porque muita gente deixa para última hora e ficamos sem conseguir atender. Imagina, se eu vendo 10 buquês em uma semana, nessa das mães eu vendo 100, é uma diferença muito grande”, disse.

Sobre a movimentação da época, o floricultor afirma variar. Em alguns anos, a data supera as vendas do Dia dos Namorados, que, por algumas vezes, assume a liderança de maior demanda. “O detalhe dos namorados é que, quando cai domingo, por experiência de outros anos, não é tão bom. Domingo muita gente não compra flores para a namorada, é muito bom quando cai numa sexta, por exemplo, porque mandam entregar em colégio, repartição pública, então é uma maravilha. Mas o domingo das mães é sempre muito bom”, finaliza Hosn.

Dona Maria Torres tem 77 anos e há 26 é proprietária de uma floricultura no bairro do Umarizal. Com quase três décadas no mercado, ela fala que a expectativa para 2022 é muito boa para esse período. “É uma esperança muito grande, principalmente depois desses dois anos de pandemia, porque as pessoas ficaram mais restritas em sair e fazer compras. Agora estão saindo mais, se sentindo livres e passaram a vir mais na floricultura e a flor inspira a gente, traz alegria, vibração boa, e todo mundo quer viver a alegria de ter passado por tudo isso e estar vivo. Acaba sendo uma forma de alegrar a mãe”, analisa.

A demanda no local já começou a ficar intensa e, como ocorre nos outros anos, aumenta de 50% a 60%. Mesmo com a pandemia, dona Maria afirma que a floricultura vende bem. “Tudo agrada à mãe, mas o que eles mais procuram na matéria de flor são rosas vermelhas. Aí depois vêm as orquídeas, mas, nas vendas, Dia das Mães fica em primeiro lugar, Dia dos Namorados em segundo, e depois Dia da Mulher”, conta.

Em Ananindeua, uma floricultura na rodovia Mário Covas, Deusa Costa, de 51 anos, revela que a expectativa também é a melhor possível para as vendas até o próximo domingo. Há 13 anos no mercado, ela lembra os tempos difíceis e de instabilidade para quem trabalha com comércio, devido à crise financeira e política no Brasil.

“Não está tão bom quanto antes da pandemia, estamos oscilando muito. Antes da Covid-19 não estava tão bem, durante a pandemia deu uma aumentada e esse ano está mais ou menos o equivalente a uns 80% do que éramos antes da pandemia. Agora, em termos gerais, para o Dia das Mães, no comparativo com o que vendemos normalmente, a procura aumenta de 30% a 50% e não só de buquê, mas de tudo, porque tem cliente que compra vaso, uma rosa vermelha, e depois os vasinhos de violeta, que tem valor mais acessível para complementar o presente”, finaliza.

Pesquisa revela aumento de 20% nos preços das flores

Na Grande Belém, o valor das flores comercializadas sofreu um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2021, segundo pesquisa do Dieese, que confirma: o produto continua sendo uma das alternativas mais procuradas e comoventes de presentear quem se gosta. Esses reajustes não foram uniformes e variam de acordo com o tipo de flor, arranjo e do local de venda.

A rosa continua sendo a mais procurada e custa, atualmente, na capital, em média, R$ 12 – com os preços variando entre R$ 10 e R$ 13. Já o buquê com seis unidades está sendo encontrado no valor de R$ 122; enquanto o buquê com 12 rosas chega a R$ 191 – o reajuste de ambos gira em torno de 22% em relação à mesma data do ano passado. O último, no ano passado, era comercializado em média a R$ 156.

Também foram pesquisados os preços das Cestas de Flores, que, em alguns casos, além de 12 ou 24 rosas, podem conter frutas, pelúcia e vinho, podendo custar até R$ 350.

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