Higienização de capacetes é aposta de empreendimento e viraliza nas redes sociais
Serviço chega a Belém com proposta de limpeza a seco e planos de expansão por franquias
A rotina de quem utiliza transporte por aplicativo em motocicletas inspirou o empresário Armando Netto a investir em um negócio ainda pouco explorado no Brasil: a higienização de capacetes. A ideia, que surgiu de uma experiência pessoal desconfortável, rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais e agora se transforma em empreendimento.
Segundo o empresário, o serviço já é mais comum em países asiáticos, como a China, onde o uso de motocicletas é massivo. No Brasil, embora a tecnologia já exista, ainda é pouco difundida. “Não fomos o primeiro a trazer, mas fomos os que tiveram essa proporção de repercussão”, afirma.
A estratégia digital foi determinante para o crescimento do negócio. Em apenas duas semanas, o perfil da empresa alcançou mais de 12 mil seguidores de forma orgânica, sem investimento em anúncios pagos, e ultrapassou 4 milhões de visualizações. A visibilidade gerou interesse não apenas local, mas também de outras regiões do país e até do exterior, com pedidos de informações sobre franquias e importação das máquinas.
Como funciona o serviço?
Diferente de uma lavagem tradicional, o processo oferecido é uma higienização a seco. O capacete passa por um sistema que utiliza ozônio e luzes específicas para eliminar germes e bactérias, além de perfumar o equipamento. “Não vai água. É uma higienização que mata os micro-organismos e deixa o capacete pronto para uso, até com uma sensação de aquecido”, explica.
O serviço dura entre 7 e 12 minutos, dependendo do nível de higienização escolhido, com preços que variam de R$ 17,99 a R$ 24,99. A proposta surge como alternativa mais acessível frente a serviços tradicionais, que podem chegar a R$ 90 por lavagem.
”Cheguei a pesquisar em algumas lavanderias que oferecem esse serviço e percebi que não compensa, é quase o mesmo preço de um capacete novo”, disse.
A demanda potencial, segundo o empreendedor, é alta, especialmente entre motociclistas de aplicativo, que lidam com grande rotatividade de usuários e dificuldade de higienização frequente. “É difícil lavar, principalmente nos capacetes mais acessíveis, que nem permitem remover o forro”, destaca.
Modelo de negócio e expansão
O empreendimento começa com duas máquinas, que juntas permitem higienizar até três capacetes simultaneamente. A expectativa de retorno financeiro ainda será testada na prática, mas referências de fornecedores indicam que um ponto considerado ideal realiza cerca de 20 higienizações por dia.
Além do atendimento direto ao consumidor, o plano de expansão inclui a criação de uma rede de franquias. O investimento inicial estimado é a partir de R$ 35 mil, incluindo máquina e suporte da marca. A previsão é que o modelo esteja estruturado em até seis meses.
Outro diferencial planejado é a produção local de insumos, como fragrâncias e produtos químicos utilizados na higienização, o que deve reduzir custos para franqueados. “A gente quer entrar como referência no Brasil, oferecendo não só a máquina, mas suporte, marketing e um produto de qualidade”, afirma.
A ideia é que o serviço se popularize de forma semelhante às lavanderias self-service, com pontos instalados em locais estratégicos e operação simplificada. “É um modelo que não exige muitos funcionários e tem potencial de estar em vários lugares da cidade”, completa.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA