O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) terá R\$ 92.959.915,12 para executar as Eleições 2026 no estado. O orçamento é cerca de R\$ 20 milhões superior ao utilizado no pleito municipal de 2024, segundo o diretor-geral do TRE-PA, Bruno Almeida. O aumento está relacionado à elevação dos custos de serviços, transporte, alimentação, diárias, contratação de colaboradores e manutenção da estrutura necessária para a realização da votação. Em entrevista coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (1º), em Belém, Almeida explicou que a comparação com 2024 precisa considerar que se trata de eleições de naturezas diferentes. Enquanto 2024 teve eleições municipais, o pleito deste ano será geral, com votação para deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente da República. Segundo o diretor-geral, também houve aumento de despesas nos últimos anos, incluindo o vale-alimentação dos mesários, diárias de servidores e colaboradores e remuneração de profissionais terceirizados. “Houve aumento porque a última eleição geral foi há quatro anos. De lá para cá, com a inflação, teve um aumento considerável no preço de todos os serviços”, afirmou. O funcionamento da estrutura eleitoral durante todo o dia da votação também gera despesas adicionais, segundo Almeida, incluindo gastos com energia e demais serviços necessários para manter a operação. Orçamento inclui reserva para contingências Apesar do aumento, o TRE-PA considera o orçamento suficiente para atender às necessidades das Eleições 2026 no estado. Parte dos recursos foi reservada para situações de contingência, especialmente diante das dificuldades logísticas provocadas pela dimensão territorial do Pará. “Esse orçamento é suficiente porque já inclui um espaço para contingência, que pode não ser usado”, explicou Almeida. A reserva é importante para que o Tribunal possa responder a situações imprevistas durante a operação eleitoral, sem comprometer a realização da votação em localidades de difícil acesso. O Pará possui 22.072 seções eleitorais distribuídas em 5.919 locais de votação, além de centenas de localidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Dinheiro que não for usado será devolvido Segundo o diretor-geral, os recursos destinados à contingência não necessariamente serão gastos. Ao final do processo eleitoral, o Tribunal deverá fazer a prestação de contas e devolver aos cofres públicos os valores que eventualmente sobrarem. “Depois a gente presta contas e o que sobrar, devolve-se no final. Esse dinheiro volta para os cofres públicos”, afirmou. O orçamento contempla, entre outras despesas, a mobilização de cerca de 80 mil mesários, o pagamento de alimentação, contratação de profissionais de apoio, transporte de urnas e equipes e a estrutura necessária para a transmissão dos dados eleitorais.