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Rogério Barra pede cassação da candidatura de Lula por suposto abuso de poder

Parlamentar do PL no Pará pede investigação sobre mensagens do governo federal às vésperas do 2º turno

Gabriel da Mota

21 de outubro de 2026 às 18:42

Deputado Rogério Barra (PL-PA) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Deputado Rogério Barra (PL-PA) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ( Foto: Divulgação/Alepa; Marcelo Camargo/Agência Brasil )

O deputado estadual e deputado federal eleito Rogério Barra (PL-PA) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma notícia de fato no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a investigação do envio de mensagens pelo WhatsApp, por canais oficiais do governo federal, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. O parlamentar suspeita de uso da estrutura pública para favorecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defende a cassação de sua candidatura. Ainda nesta quarta, a campanha do presidente Lula também deve pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), alegando "manipulação algorítmica" por parte da empresa Meta.

A denúncia do parlamentar paraense, registrada sob o número 20260089145 e dirigida ao procurador-geral eleitoral, foi motivada por reportagens publicadas pelo Poder360 nos dias 20 e 21 de outubro. Segundo o veículo, mensagens enviadas pelo perfil oficial GovBR informaram beneficiários sobre programas sociais, como Bolsa Família, Gás do Povo e Luz do Povo, incluindo pagamentos e reajustes de benefícios.

Barra sustenta que os comunicados podem configurar propaganda institucional irregular durante o período eleitoral e abuso de poder político. "Dinheiro público não pode ser usado pra favorecer nenhuma candidatura, e o povo brasileiro exige transparência", afirmou.

Na representação, Barra pede que sejam identificados os responsáveis pela autorização dos envios, os custos, as bases de dados utilizadas e os critérios de seleção dos destinatários. Também solicita informações a órgãos federais, empresas públicas e à Meta, responsável pelo WhatsApp.

O parlamentar requer ainda a suspensão de mensagens consideradas não essenciais à prestação de serviços públicos até o encerramento das eleições e a adoção de eventuais medidas judiciais perante o Tribunal Superior Eleitoral.

PT vai pedir cassação de campanha de Flávio

Segundo reportagem da Folha publicada nesta quarta (20), a campanha do presidente Lula também deve formalizar, nas próximas horas, uma ação no TSE acusando a Meta (empresa responsável pelas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp) de "manipulação algorítmica" em favor de Flávio Bolsonaro (PL), pedindo a cassação da chapa do presidenciável. 

A ação deve reunior denúncias de irregularidades como o bloqueio do impulsionamento do perfil @lulaoficial, às vésperas do primeiro turno, e o alcance médio de vídeos em formato Reels quase três vezes maior para Flávio.

O Grupo Liberal solicitou mais informações ao MPF sobre a denúncia do parlamentar paraense, e aguarda retorno.