O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) decidiu manter uma posição de neutralidade no segundo turno da eleição presidencial e liberou seus integrantes para declarar apoio a Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o partido, os diretórios estaduais estão divididos. Em nota, o presidente nacional da sigla, Aécio Neves, afirmou que a maioria das instâncias partidárias se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto uma pequena parcela defende a candidatura de Lula.
Com a decisão, os integrantes do PSDB poderão se manifestar livremente e apoiar o candidato que considerarem mais adequado no segundo turno. Aécio afirmou que a sigla mantém o compromisso com a democracia e espera que o próximo presidente conduza o país em busca de prosperidade, justiça e pacificação nacional.
O PSDB também enfrenta um cenário de perda de espaço político. Na eleição deste ano, a bancada do partido na Câmara dos Deputados caiu de 19 para 11 parlamentares. No Senado, a sigla passou de quatro para duas cadeiras.
Aécio Neves também não conseguiu se eleger senador por Minas Gerais e ficou sem mandato após quatro décadas de vida pública.
Em São Paulo, o partido elegeu apenas uma deputada estadual. Ana Carolina Serra recebeu 132.881 votos e foi a única candidata do PSDB a conquistar uma das 94 vagas da Assembleia Legislativa de São Paulo. Ao todo, 76 candidatos concorreram pelo partido.
