O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua passagem ao segundo turno da eleição presidencial teria gerado uma economia de R$ 220 bilhões para os cofres públicos. A declaração foi feita na terça-feira (13), durante um evento promovido pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil, em São Paulo, conforme reportagem da revista Veja.
Segundo o parlamentar, a entrada na segunda etapa da disputa, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou uma queda de dois pontos percentuais nas taxas de juros futuros. Flávio relacionou a variação ao impacto sobre a dívida pública brasileira, que, segundo ele, chegou a R$ 11 trilhões. “Numa conta rápida, a queda dos juros futuros representa 220 bilhões de reais que serão liberados no Orçamento”, declarou.
O senador também atribuiu o cenário econômico à política fiscal do governo Lula. Na avaliação dele, o aumento dos gastos públicos pressiona a inflação, enquanto o crescimento da dívida leva investidores a exigir juros mais altos para financiar o governo.
“O problema do Brasil se chama Lula”, afirmou Flávio. Ao comentar como pretende reduzir as despesas públicas, acrescentou: “Me perguntam de onde vou tirar os gastos. Eu vou começar tirando o Lula”.
Ainda de acordo com a Veja, o senador argumentou que a redução dos juros pagos pela dívida pública abriria espaço no Orçamento para investimentos e outras ações do governo. Ele também criticou o endividamento das famílias e das empresas e atribuiu ao governo federal o aumento das dificuldades econômicas.
As declarações foram feitas durante a campanha presidencial. Os valores e a relação entre a movimentação dos juros futuros e a suposta economia de R$ 220 bilhões foram apresentados pelo próprio senador.

