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Deputada mais votada do PT diz que debate entre Lula e Flávio terá de ser pessoal no 2º turno

Ana Elisa disse que o ideal era a realização de uma campanha centrada na comparação entre os programas de governo. Para ela, porém, o atual cenário eleitoral dificulta esse tipo de discussão

Estadão Conteúdo

8 de outubro de 2026 às 15:03

( Foto: Instagram @anaelisast )

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), candidata do partido mais votada para a Câmara dos Deputados nesta eleição, afirmou nesta quinta-feira, 8, que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno não deve se concentrar apenas em propostas. Para ela, diante da polarização, a estratégia da campanha petista terá de incluir a exposição do histórico político do adversário.

Ana Elisa disse que o ideal era a realização de uma campanha centrada na comparação entre os programas de governo. Para ela, porém, o atual cenário eleitoral dificulta esse tipo de discussão. "Eu adoraria que o debate político agora fosse realmente um debate político, debate de proposta, debate do que fez, debate de melhoria para o Estado, economia e tudo mais. Mas, neste momento político que nós estamos, o debate, infelizmente, vai ter que ser pessoal", afirmou.

Na avaliação dela, a campanha de Lula deve usar as redes sociais para apresentar aos eleitores o perfil político de Flávio Bolsonaro. "Não é atacar a pessoa, é mostrar quem é a pessoa", afirmou. "Se mostrar quem é Flávio Bolsonaro é um ataque à pessoa dele, isso prova o que ele construiu na carreira política", disse.

Na avaliação da deputada eleita, Lula teria vantagem em uma comparação baseada em propostas e no que já foi realizado pelo governo. "O que de proposta ou de coisa que já fez para o Brasil ou de coisa que fará é óbvio que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está anos à frente disso. Então, agora, o momento é de mostrarmos e, infelizmente, fazermos comparação pessoal", disse.

Ao ser questionada sobre quem é Flávio Bolsonaro, Ana Elisa citou supostas relações do senador com milícias e com o Banco Master, além de mencionar mensagens enviadas por ele a Daniel Vorcaro.

Segundo Ana Elisa, os eleitores que apoiaram candidatos de terceira via no primeiro turno ainda podem ser decisivos. Ela citou os votos recebidos por Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) como parte desse eleitorado que ainda precisa ser convencido. "Quem votou no Lula já vai votar no Lula no segundo turno. Agora é o momento de convencer quem votou no Flávio Bolsonaro a entender quem é Flávio Bolsonaro", disse.

"O bolsonarismo não tem mais fôlego para se sustentar por quatro anos sem a Presidência da República. Mas ganhando a Presidência da República neste ano, o bolsonarismo se sustenta por mais de 30 anos", afirmou.

Ana Elisa afirmou ainda que a campanha precisa entender o perfil dos eleitores que não compareceram às urnas. "A gente precisa entender de onde estão vindo essas abstenções para poder traçar as estratégias", complementou.