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Campanha de Flávio Bolsonaro diz que Bolsa Família terá prazo de dois anos

Proposta prevê manutenção do benefício para quem conseguir emprego formal ou abrir um negócio, com possibilidade de retorno ao programa em caso de demissão durante o período

Gabi Gutierrez

19 de outubro de 2026 às 17:11

Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro. ( Foto: Foto: Roque de Sá / Agência Senado )

O Bolsa Família poderá passar por mudanças nas regras de permanência caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República. A proposta prevê um período de transição de dois anos para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou abrirem o próprio negócio. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (19) por Daniella Marques, coordenadora da campanha do candidato na área econômica.

Em entrevista à rádio CBN Bahia, a economista explicou que os beneficiários continuariam recebendo o auxílio durante os 24 meses seguintes à entrada no mercado de trabalho formal ou à abertura de uma empresa. Após esse período, o pagamento seria encerrado, desde que a pessoa permanecesse nessa condição.

A proposta também prevê a possibilidade de retorno ao programa caso o beneficiário perca o emprego durante os dois anos de transição.

“Vai ter regra de transição, como teve na época do presidente [Jair] Bolsonaro, de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada, e um retorno automático caso dê errado”, afirmou Daniella.

Segundo a coordenadora, a intenção é estimular a autonomia financeira das famílias beneficiárias, sem que a possibilidade de perder o auxílio imediatamente após conseguir uma oportunidade de trabalho funcione como um obstáculo à inserção profissional.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, acrescentou.

Plano econômico

Durante a entrevista, Daniella Marques afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro não teria como objetivo cortar benefícios sociais, mas reduzir privilégios e desperdícios na administração pública.

A coordenadora também mencionou a criação de um Ministério da Prosperidade, que, segundo ela, seria responsável por desenvolver políticas voltadas ao crescimento econômico e à ampliação da capacidade financeira das famílias brasileiras.

“Esse é o coração do plano do Flávio. Por isso, ele vai criar o Ministério da Prosperidade. Esse ministério será focado em colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil. E voltar a construir patrimônio e riqueza para a sua família”, declarou.

As declarações apresentam as diretrizes anunciadas pela equipe econômica da campanha, mas não detalham como a eventual mudança seria regulamentada nem quais critérios seriam utilizados para definir a permanência e o retorno dos beneficiários ao programa.

Pagamentos do Bolsa Família em outubro

Enquanto a campanha apresenta possíveis mudanças para o programa, os pagamentos do Bolsa Família referentes a outubro começaram nesta segunda-feira (19). De acordo com o calendário divulgado pelo governo federal, os depósitos deste mês foram antecipados e devem ser concluídos na quarta-feira (21).

A antecipação também está prevista para novembro e dezembro, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Conforme as informações divulgadas, a medida busca reduzir os impactos do fenômeno climático El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade.

Em outubro, o valor mínimo informado para o benefício é de R$ 691, enquanto o valor médio estimado passou de R$ 675 para R$ 777, após a atualização anunciada pelo governo federal.

O pagamento é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que atendem aos critérios do programa. Os depósitos são organizados conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar.

A última parcela do Bolsa Família em 2026 está prevista para 23 de dezembro, seguindo o calendário anual de pagamentos.

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