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‘Anulação será o caminho’, avalia advogado eleitoral do Pará sobre 2º turno

Advogado citou problemas envolvendo transporte de eleitores durante as eleições 2026

O Liberal

25 de outubro de 2026 às 18:29

Robério Abdon d'Oliveira, presidente do IDEA.

Robério Abdon d'Oliveira, presidente do IDEA. ( Foto: Foto: Ivan Duarte )

Em entrevista à Rádio Liberal+, o advogado eleitoral Robério D’Oliveira, que atua no estado do Pará, criticou a condução da Justiça Eleitoral diante dos relatos envolvendo problemas no transporte de eleitores nesse segundo turno das eleições 2026 e defendeu a anulação do pleito, caso as denúncias se confirmem. “A situação é preocupante para um estado como o Pará, que guarda diferença em relação ao resto do Brasil”, declarou.

Ele cita, como exemplo, a denúncia de dificuldades para embarque para o Marajó, com relatos de que balsas não estavam saindo de Icoaraci ou que houve diminuição das embarcações. “Para esse caso, é sem solução, não adianta prorrogar duas horas, porque eu e você não chegamos no Marajó em duas horas. Em 2022, tivemos o mesmo problema na Bahia. Agora nós estamos falando da Amazônia, que o rio é rua. Para nós, o plano de quem não partiu para o Marajó é irreversível”, observou.

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No cenário nacional, Robério D’Oliveira citou as denúncias sobre a falta de ônibus em algumas cidades, entre elas São Paulo e Salvador, e criticou a demora de uma medida por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Se a imprensa denunciou, chegou uma ação denunciando com o mínimo de documentos que ônibus não saíram do pátio, inclusive vídeos de pátios cheios, qual é a decisão a ser tomada? A decisão é de mandar esses ônibus saírem do pátio e a decisão não foi tomada, num processo que se encerra às 17h. A decisão deveria ter sido urgente por parte do presidente do TSE. Esse foi só o primeiro grande caso”, disse o advogado.

Outro caso que ele chamou a atenção foi a dificuldade de transporte para as populações indígenas. “A Justiça Eleitoral deveria ter levado esses eleitores para o local de votação. Essa é a primeira vez que você e eu ouvimos esse tipo de problema. Essa demora (para solucionar os problemas) foi sem precedentes na história”, afirma.

“Eu não tenho dúvida de que essa eleição, se houve verdadeiramente uma impossibilidade de o cidadão brasileiro votar, a anulação será o caminho para que outra data se marque”, acrescentou.