Vendas de material escolar devem crescer até 10% no fim das férias
Papelarias em Belém preveem aumento na procura por itens de reposição com preços até 5% menores que em 2025
A menos de duas semanas para o retorno das aulas, papelarias do bairro da Campina, em Belém, preveem aumento no movimento de vendas para a reposição de material escolar nos últimos dias de julho. A expectativa dos comerciantes varia entre 4% e 10% de crescimento no faturamento em comparação com o ano passado.
O período atual é marcado pela busca pontual de itens consumidos no primeiro semestre, diferentemente do movimento de início do ano. Os produtos mais procurados pelos clientes são cadernos simples, canetas, lápis, borrachas e mochilas.
Na travessa Padre Eutíquio, o gerente comercial de vendas e compras Carlos Edson Júnior explica que os preços estão estáveis, podendo ficar até 5% abaixo do registrado no ano passado.
"O plástico da matéria-prima baixou, mas o frete de São Paulo para Belém aumentou por causa do combustível. Esses dois fatores se anulam e mantêm o preço equilibrado", disse.
Carlos Edson Júnior, gerente comercial de uma papelaria localizada na travessa Padre Eutíquio (Igor Mota / O Liberal)
Segundo Júnior, o movimento de meio de ano representa 25% do faturamento anual das vendas escolares da loja, enquanto os meses de dezembro e janeiro concentram 75%. "Temos em torno de quatro mil vendas no pico do início do ano e atingimos no máximo 900 vendas em agosto. A procura agora é forte na rede pública, que busca o caderno simples de 10 a 12 matérias, caneta, lápis e borracha", afirmou.
Na mesma rua, o gerente Aldo Amoras relata que a movimentação ainda é discreta, mas deve se intensificar no encerramento do mês.
"A procura ainda é tímida. Sempre melhora na última semana de julho e no início de agosto. A expectativa é de um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado", pontuou.
Amoras lembra que o calendário escolar do ano passado sofreu alterações por causa dos preparativos para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), o que gerou um movimento atípico nas lojas. Neste ano, com o calendário regularizado, os clientes buscam principalmente cadernos de R$ 12 a R$ 50, mochilas de R$ 30 a R$ 60 e canetas de R$ 1 a R$ 10.
Consumidores aproveitam tranquilidade antes da volta às aulas
Entre os consumidores, a busca por tranquilidade e preços acessíveis motivou a ida antecipada ao comércio. A autônoma Elaine Cruz, de 45 anos, moradora do bairro do Guamá, aproveitou um compromisso no centro comercial para adquirir itens para as duas filhas, estudantes da rede pública.
"Vim ao comércio e lembrei de comprar os cadernos para as minhas filhas. Achei os preços razoáveis e pretendo gastar cerca de R$ 100", contou.
Já a professora Jozielle Monteiro, de 40 anos, antecipou a compra para o filho de 11 anos, estudante do ensino fundamental na rede particular, antes que o fluxo de clientes aumente.
"Escolhi vir hoje por causa da tranquilidade e das promoções. Já tinha comprado canetas e corretivos antes, então deixei o caderno de 20 matérias, que custou R$ 40, para agora", destacou.
Estimativa de vendas e preços no fim das férias de julho
Divisão das vendas escolares no ano
- Dezembro e janeiro: 75%
- Julho e agosto: 25%
Projeção de crescimento nas vendas
- Estimativa dos comerciantes: 4% a 10% superior a 2025
Média de preços dos produtos mais procurados
- Borracha branca: R$ 0,80 a R$ 0,90
- Canetas: R$ 1,00 a R$ 10,00
- Cadernos: R$ 12,00 a R$ 50,00 (modelos simples de 10 a 12 matérias custam de R$ 35,00 a R$ 40,00)
- Mochilas: R$ 30,00 a R$ 60,00
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