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BOMBONS REGIONAIS

Trufas de sabores amazônicos já respondem por até 15% do faturamento de lojas no aeroporto de Belém

Rejane Nascimento e Geraldo Gaia começaram a fazer bombons para ajudar nas despesas da faculdade e hoje mantêm três lojas de artigos regionais no Aeroporto Internacional de Belém

Jéssica Nascimento

18 de agosto de 2026 às 09:00

Com cerca de 30 sabores inspirados na biodiversidade amazônica, as trufas da loja Doce Pará se transformaram em um dos principais produtos do negócio mantido pelo casal Rejane Nascimento e Geraldo Gaia no Aeroporto Internacional de Belém. Os bombons representam entre 10% e 15% do faturamento dos estabelecimentos e chegam a 40 mil unidades produzidas por mês.

Entre os sabores, o cupuaçu é o campeão de vendas, seguido por combinações como cupuaçu com castanha-do-pará, açaí com tapioca, bacuri e cupuaçu com pimenta. O negócio, que começou com a produção de bombons para ajudar nas despesas da faculdade, hoje usa os doces para apresentar sabores paraenses a turistas que passam por Belém e também em outras cidades, como Brasília e Macapá.

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

A coragem de empreender

Para Geraldo, um dos maiores desafios foi começar sem saber qual seria o resultado do empreendimento. O negócio precisou ser conciliado com estudos, família e filhos.

“O maior desafio é o fato de empreender e estar iniciando sem saber o que vai acontecer”, declarou. Ele destacou que a confiança no projeto e a fé foram importantes para enfrentar as incertezas. 

A possibilidade de levar os produtos para além do Pará ganhou força durante o movimento relacionado à COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), realizada em Belém. 

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

Segundo Geraldo, o evento fez o casal perceber que os produtos poderiam ser utilizados para apresentar a biodiversidade amazônica a viajantes de outras partes do país e do mundo.

“Por que não outras empresas, outros grupos aeroportuários de grande importância no Brasil acolhessem essa proposta de levar o doce para fora, levar o que tem da região amazônica para estar divulgando isso para o Brasil e para o mundo?”, declarou.

Rejane Nascimento e Geraldo Gaia.
Rejane Nascimento e Geraldo Gaia. (Foto: Igor Mota)

Cupuaçu é o sabor preferido

A expansão levou os produtos para outros aeroportos, como os de Macapá e Brasília. Geraldo explicou que a estratégia também atende ao interesse de turistas que procuram produtos capazes de representar a região.

Ele destacou a valorização de produtos regionais e naturais como um dos diferenciais da marca. “A gente fez com que a gente abrisse os nossos olhos e levar, expandir esse nosso negócio para outras regiões”, disse.

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

Entre os cerca de 30 sabores disponíveis, estão cupuaçu, cupuaçu com castanha-do-pará, bacuri, bacuri com castanha, açaí, açaí com tapioca, cupuaçu com queijo e cupuaçu com pimenta. O cupuaçu, porém, ocupa o primeiro lugar na preferência dos consumidores.

“O bombom que faz mais sucesso é o cupuaçu e a castanha. Mas assim, no ranking é o cupuaçu”, informou Rejane. Ela destacou que o sabor também lidera as vendas em Brasília, onde muitos consumidores ainda não conhecem a fruta.

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

Produto feito para valorizar a fruta

Em Belém, cada bombom custa R$ 6. Segundo Rejane, o produto é o item mais vendido nas lojas, seguido por outros artigos regionais, como farinha, pimentas e biscoitos. Entre os belenenses, o cupuaçu também é o sabor preferido.

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

Geraldo informou que os bombons representam entre 10% e 15% do faturamento das lojas. Para ele, o diferencial está na composição do produto, que prioriza o sabor da fruta.

“As trufas de cupuaçu são um sucesso. Porque a gente valoriza não o chocolate, mas sim realmente a fruta que está dentro”, destacou.

A produção é realizada pelo próprio casal em uma fábrica que, segundo Geraldo, segue padrões de higiene e as exigências sanitárias.

A produção diária chega a cerca de 2 mil trufas, de segunda a sexta-feira. No mês, a fabricação fica entre 30 mil e 40 mil unidades, com aumento da demanda em períodos de férias. “A gente costuma vender tudo o que a gente produz”, informou.