Os preços da maioria das espécies de pescado comercializadas nos mercados municipais de Belém caíram pelo quinto mês consecutivo em outubro de 2026. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDCON), 13 das 23 espécies pesquisadas ficaram mais baratas em relação a setembro.
O maior recuo foi registrado pelo aracu, com queda de 14,49%. Na sequência aparecem o xaréu (-9,81%), a curimatã (-8,73%), a traíra (-8,31%) e a tainha (-7,66%). Também tiveram redução o filhote (-4,52%), a gurijuba (-4,36%), o tucunaré (-3,69%), a serra (-3,20%) e a piramutaba (-2,85%).
Na outra ponta, a sarda apresentou a maior alta mensal, de 14,01%, seguida pela arraia (9,92%), pratiqueira (9,36%), bagre (7,78%) e pescada gó (5,10%). O tamuatá (4,94%), tambaqui (4,48%), pescada branca (3,14%) e dourada (2,56%) também ficaram mais caros.
Preço do pescado em Belém no acumulado de 2026
Entre janeiro e outubro, 12 das 23 espécies pesquisadas também acumularam redução. A maior queda foi a da tainha, com 18,49%, seguida pela dourada (-13,04%), filhote (-10,27%), piramutaba (-9,46%) e aracu (-6,85%).
Já o tamuatá teve a maior alta no acumulado do ano, de 8,48%. Também registraram aumentos o mapará (7,72%), xaréu (3,70%), tucunaré (3,50%) e pratiqueira (2,63%).
Pescado acumula alta em 12 meses
Apesar das quedas recentes, a comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2026 mostra que a maioria das espécies continua mais cara. Os reajustes de parte dos pescados superaram a inflação oficial do período, estimada em 4,58%.
A corvina lidera as altas, com aumento de 23,29% em 12 meses. Na sequência aparecem tamuatá (20,81%), cação (20,38%), pratiqueira (18,64%), piramutaba (14,44%), sarda (13,76%), bagre (12,44%), mapará (12,40%) e gurijuba (11,74%).
Somente cinco espécies ficaram mais baratas na comparação anual. O destaque foi o aracu, com redução de 21,62%, seguido pelo tambaqui (-4,49%), tucunaré (-1,74%), filhote (-0,98%) e tainha (-0,47%).
O que explica a queda nos preços?
De acordo com o Dieese, a redução está relacionada principalmente à maior oferta de pescado nos mercados municipais e nas feiras livres. Entre os fatores estão a retomada da atividade pesqueira após o período de defeso de diversas espécies, a normalização do abastecimento e a maior disponibilidade de produtos da pesca artesanal e industrial.
A demanda mais moderada após o primeiro semestre também contribuiu para diminuir a pressão sobre os preços. Apesar disso, custos com combustíveis, gelo, conservação, armazenamento e transporte continuam influenciando os valores pagos pelos consumidores.
