O preço do café consumido pelos paraenses voltou a cair em setembro de 2026 e acumula redução de 14,31% nos últimos 12 meses. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/Pa), o quilo do produto foi comercializado por R$ 60,08, em média, nos supermercados de Belém. Em setembro de 2025, o valor era de R$ 70,11.
Na comparação entre agosto e setembro deste ano, o preço médio do café recuou 2,63%, passando de R$ 61,70 para R$ 60,08. A redução também aparece no acumulado de 2026: em relação a dezembro de 2025, quando o quilo custava R$ 69,26, a queda chegou a 13,25%.
Os dados mostram que o produto mantém uma trajetória de redução de preços ao longo do ano. Em janeiro de 2026, o quilo do café custava, em média, R$ 68,13 nos supermercados da capital paraense. Em setembro, o valor estava R$ 8,05 menor.
O levantamento considera os preços do café comercializado em embalagens de 250 gramas, utilizados como base para calcular o valor médio por quilo.
Café fica mais barato em 25 capitais brasileiras
A redução no Pará acompanha o movimento observado em outras regiões do país. De acordo com o Balanço Nacional da Cesta Básica, o preço médio do café em pó caiu em 25 das 27 capitais pesquisadas entre agosto e setembro de 2026.
As maiores reduções no período foram registradas em São Luís, no Maranhão, com queda de 11,28%, e Macapá, no Amapá, onde o produto ficou 9,41% mais barato. Na contramão da tendência nacional, Recife registrou aumento de 2,01%, enquanto Natal teve alta de 0,74%.
No acumulado dos últimos 12 meses, o café apresentou redução de preços nas 27 capitais pesquisadas. As quedas variaram de 9,30%, em Natal, a 24,50%, no Rio de Janeiro.
Segundo a análise do Dieese, o aumento da oferta de café e a expectativa de uma boa safra contribuíram para a redução dos preços no varejo.
Perspectiva é de estabilidade ou novas quedas
A diminuição do preço do café representa um alívio para o orçamento doméstico, considerando que o produto faz parte do consumo cotidiano de muitas famílias brasileiras.
Para os próximos meses, a avaliação do Dieese é de que os preços poderão apresentar relativa estabilidade ou novas quedas moderadas, desde que as condições de oferta permaneçam favoráveis e não ocorram pressões significativas sobre os custos de produção e distribuição.
O cenário, entretanto, depende de fatores que podem alterar o comportamento do mercado. Problemas climáticos nas regiões produtoras, valorização do dólar frente ao real e redução da oferta mundial estão entre os riscos que podem elevar os preços e interromper a trajetória de queda.
Apesar da redução acumulada, o acompanhamento dos valores nos supermercados continua importante para avaliar os efeitos da variação do café sobre o custo de vida dos consumidores.

