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Pará concentra 50% das cervejarias registradas na região Norte, aponta anuário

Estado reúne 22 estabelecimentos, enquanto a região produziu 215,7 milhões de litros de cerveja em 2025, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária

Gabi Gutierrez

16 de outubro de 2026 às 09:00

Deixar as cervejas no gelo é a forma mais comum de deixá-las geladas.

Deixar as cervejas no gelo é a forma mais comum de deixá-las geladas. ( Foto: Foto: Freepik )

O Pará concentra metade das cervejarias registradas na região Norte do Brasil. São 22 estabelecimentos no estado, de um total de 44 em toda a região, segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2025, a produção cervejeira nortista alcançou 215,7 milhões de litros, o equivalente a 1,4% do volume nacional.

Os dados mostram que a presença da atividade cervejeira no Norte cresceu nos últimos anos, embora a participação regional no volume produzido no país permaneça relativamente estável. Em 2021, a região tinha 29 cervejarias registradas. O número chegou a 45 em 2024 e recuou para 44 em 2025.

Já a participação na produção nacional passou de 1,5% em 2023 para 1,4% em 2024, percentual mantido em 2025. A diferença entre a expansão do número de estabelecimentos e a estabilidade do volume produzido está relacionada, entre outros fatores, à concentração da indústria cervejeira brasileira em grandes unidades industriais.

De acordo com o levantamento, apenas 1% das maiores cervejarias responde por mais de 42% do volume produzido no país, enquanto 5% concentram mais de 98% da produção. Nesse cenário, o aumento do número de estabelecimentos na região Norte não significa, necessariamente, uma expansão proporcional da capacidade produtiva.

Principais números do setor cervejeiro no Norte

  • 44 cervejarias registradas na região Norte em 2025.
  • 215,7 milhões de litros produzidos em 2025.
  • 1,4% da produção nacional correspondeu ao volume produzido na região.
  • 22 cervejarias no Pará, o equivalente à metade dos estabelecimentos nortistas.
  • 29 estabelecimentos em 2021, número que subiu para 45 em 2024 e chegou a 44 em 2025.
  • 1,5% da produção nacional em 2023, participação que passou para 1,4% em 2024 e permaneceu nesse patamar em 2025.
  • Mais de 99% do volume de cerveja produzido no Brasil utiliza lúpulo de origem internacional.
  • Mais de 42% da produção nacional está concentrada em 1% das maiores cervejarias.
  • Mais de 98% do volume produzido no país está concentrado em 5% das cervejarias.

Logística é um dos desafios para o setor

As características geográficas da região Norte impõem desafios à cadeia cervejeira, especialmente em relação ao transporte de matérias-primas, embalagens, equipamentos e produtos acabados. As grandes distâncias e a necessidade de combinar diferentes modais de transporte podem elevar a complexidade das operações e dificultar o ganho de escala.

A dependência de insumos importados também influencia a atividade. Segundo o Anuário da Cerveja 2026, mais de 99% do volume de cerveja produzido no Brasil utiliza lúpulo de origem internacional. A característica evidencia a integração da indústria a cadeias de fornecimento que ultrapassam os limites regionais e nacionais.

Apesar dos obstáculos, a região reúne possibilidades de diferenciação relacionadas à diversidade de ingredientes, à gastronomia e à identidade amazônica. Esses elementos podem abrir espaço para a criação de produtos com características regionais e para conexões com atividades como turismo, bares e restaurantes.

Para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o fortalecimento do setor na região depende de condições que favoreçam investimentos, inovação, eficiência logística e previsibilidade para os negócios. Esses fatores podem contribuir para ampliar a competitividade e a integração dos diferentes elos da cadeia produtiva.

Pará tem 22 cervejarias registradas

Com 22 estabelecimentos registrados, o Pará reúne metade das cervejarias contabilizadas na região Norte. A presença dessas empresas conecta a produção de bebidas a outras atividades econômicas, como fornecimento de insumos e embalagens, transporte, comércio, bares, restaurantes, gastronomia e serviços.

A identidade amazônica e a diversidade de ingredientes regionais também oferecem possibilidades de desenvolvimento de produtos com características próprias. Para que esse potencial se traduza em expansão da atividade, porém, fatores como capacidade produtiva, acesso a insumos, logística e ambiente de negócios permanecem relevantes.

A evolução do número de cervejarias registradas no Norte indica a ampliação da presença da atividade na região. O desafio para os próximos anos é transformar essa base de estabelecimentos em maior capacidade produtiva e competitividade, considerando as particularidades econômicas e logísticas de cada estado.

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