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Economia

Lojistas atraem clientes com promoções no comércio de Belém, neste início de ano

Movimento de pessoas caiu cerca de 80% em relação a dezembro, mês tradicionalmente impulsionado pelas festas de fim de ano

Gabriel da Mota

4 de janeiro de 2024 às 07:00

Movimento nas lojas do comércio de Belém estava tranquilo, na manhã desta quarta-feira (03)

Movimento nas lojas do comércio de Belém estava tranquilo, na manhã desta quarta-feira (03) ( Foto: Foto: Ivan Duarte | O Liberal )

Após o intenso fluxo de pessoas registrado nas semanas de Natal e ano novo, o centro comercial de Belém apresenta circulação de consumidores bem menor nesta primeira semana de janeiro. Quem foi às ruas do comércio na manhã desta quarta-feira (03), encontrou tranquilidade para fazer compras e promoções em lojas de vestuário. Segundo lojistas do ramo, a estratégia é utilizada para tentar manter o movimento, que costuma diminuir também por conta do período de fortes chuvas. 

Márcio Santos, 47 anos, possui uma banca de camisas esportivas na rua João Alfredo
Márcio Santos, 47 anos, possui uma banca de camisas esportivas na rua João Alfredo (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Márcio Santos, 47 anos, possui uma banca de camisas esportivas na rua João Alfredo. O comerciante trabalha há 20 anos no local, e observa diminuição de aproximadamente 80% na quantidade de clientes em relação a dezembro. “Como vai começar o campeonato estadual [de futebol], acredito que vá sair muito material de Remo e Paysandu. A gente espera contar muito com essas vendas”, projeta Márcio. Além do Parazão 2024, o jogo entre Flamengo e Sampaio Corrêa que será realizado dia 31/01, no Mangueirão, pelo campeonato carioca, também deve melhorar o faturamento. “Vou ter que investir no Flamengo e, mesmo que sobre material, o ano todo vai vender”, estima o vendedor.

A gerente Mari Silva, responsável por uma loja de confecções localizada na mesma rua, analisa queda percentual semelhante: cerca de 80% de clientes a menos, em comparação com o consumo registrado durante as festas de final de ano. Para atrair consumidores neste período, o estabelecimento costuma fazer, há 6 anos, liquidações de roupas masculinas e femininas, oferecendo entre 20 e 40% de desconto nas peças. “Nosso público mais forte aqui é o atacado. A gente vai segurar um público de 20 a 30% do que havia mês passado”, assegura a gerente. 

Rebeca Cordovil, 17 anos, procurava roupas para o aniversário, que será na semana que vem
Rebeca Cordovil, 17 anos, procurava roupas para o aniversário, que será na semana que vem (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Rebeca Cordovil, 17 anos, estava com a avó e uma tia escolhendo roupas para ela mesma. Às vésperas de completar a maioridade, na semana que vem, a estudante esperou o início do ano para comprar seus presentes de aniversário. “Porque geralmente é quando começam as promoções. Por conta do Natal, os preços aumentam e, agora, eles começam a fazer descontos e a gente vem comprar”, explica Rebeca. Ela conta que encontrou vestidos e calças com desconto de até 20%. “Eu pretendo levar duas peças e gastar até 200 reais, no máximo”, conclui a jovem. 

“A partir do dia 2 de janeiro, a gente começa a sentir a queda do movimento. Pra melhorar mesmo, só a partir de maio, que é o mês das mães”, revela Rosilene Pantoja, gerente de uma loja de confecções localizada na travessa 7 de Setembro. A expectativa da lojista é que as vendas deste ano sejam melhores do que no início do ano passado, principalmente na modalidade varejo. Para isso, a loja irá manter a média de preços praticados no início de 2023 e fazer promoções de 10 a 20%, em todos os produtos.