A edição do LibTalks também abordou como o processamento do lixo gera subprodutos rentáveis para as economias locais. Sobre o tema, o diretor regional da Guamá Tratamento de Resíduos, Reginaldo Bezerra, defendeu a educação ambiental ampliada na sociedade, em geral, para o crescimento da gestão ambiental nos territórios. Bezerra afirmou que enquanto o Brasil destina adequadamente cerca de 60% de seus resíduos sólidos, o Pará tem três dos 144 municípios paraenses com a destinação do lixo de forma adequada: Belém, Ananindeua e Marituba. “A percepção da população é de que a partir do momento que ela coloca o lixo na porta e o caminhão passa, ela esquece. O problema está resolvido. O problema não está resolvido”, ressaltou ele. Reginaldo afirmou que longe de ser apenas uma despesa pública, a estruturação da cadeia dos resíduos sólidos é um negócio altamente rentável e com forte apelo socioeconômico. no Pará, por exemplo, a expansão do setor tem potencial para gerar cerca de 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos, transformando o passivo ambiental em alavanca para o desenvolvimento regional.