Ana Cláudia Moraes, gerente executiva de cultura do Sesi Pará, enfatizou o papel da cultura no desenvolvimento dos territórios. Ela ponderou que a forma de se ver a cultura muda na atualidade. “Muito ainda se fala que ela é uma ferramenta para o desenvolvimento territorial. A cultura não é uma ferramenta mais. Ela é o próprio desenvolvimento de um território vivo”, disse ela, no painel promovido na noite desta quinta-feira (1º), na sede do Grupo Liberal, no bairro do Marco, em Belém. "Quando a gente coloca a floresta, a cultura e as pessoas e traz um olhar de que esses três elementos não são uma dificuldade para o desenvolvimento, e sim são a base do desenvolvimento, você vê a cultura ativamente ali para um desenvolvimento possível do território”, disse Ana Cláudia, que também destacou a importância de se pensar a cultura não somente enquanto se fala das artes, mas com o viés da economia criativa. [youtube=LecO9f6FjrI] Ela inclusive retomou a fala de Deryck Martins, ressaltando que a cultura perpassa em todas as áreas, incluindo a bioeconomia e a indústria criativa, e citou os segmentos de moda e tecnologia, e lembrou que a indústria criativa responde por 3,59% do PIB nacional. “Você tendo esse olhar, você começa a valorizar isso”, disse.