A inflação oficial na Região Metropolitana de Belém subiu 0,62% em setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). O resultado ficou abaixo da média nacional, de 0,82%. Na capital paraense, a maior pressão veio do grupo Habitação, que avançou 3,01%, influenciado principalmente pela alta de 7,05% na energia elétrica residencial.
Entre os demais grupos pesquisados, Artigos de residência registrou alta de 1,08%, seguido por Comunicação (0,73%), Transportes (0,46%), Alimentação e bebidas (0,40%) e Educação (0,17%). Por outro lado, Vestuário (-0,55%), Saúde e cuidados pessoais (-0,40%) e Despesas pessoais (-0,28%) apresentaram quedas, ajudando a conter o avanço do índice no mês.
Conta de luz
Além da energia elétrica, os preços de água sanitária (2,03%) e detergente (1,52%) também avançaram em setembro. O grupo Habitação teve a maior variação positiva entre os segmentos pesquisados na Região Metropolitana de Belém.
Na categoria Alimentação e bebidas, o tomate registrou a maior alta entre os itens destacados, com avanço de 23,94%. Também ficaram mais caros a batata-inglesa (10,03%), a cebola (8,22%), a goiaba (5,56%) e o filé-mignon (4,88%). Na contramão, a cenoura teve queda de 9,49%, seguida pela dourada (-9,06%), pelo feijão-carioca (-5,63%), pela emulsão de açaí (-4,61%) e pelos ovos de galinha (-4,45%).
Em Transportes, as passagens aéreas subiram 5,39% no mês, enquanto o aluguel de veículos avançou 3,45% e o óleo diesel, 2,30%. Entre as reduções, destacaram-se os pneus (-5,42%) e as passagens de ônibus intermunicipais (-1,48%).
Passagens aéreas e alimentos
No acumulado dos 12 meses encerrados em setembro, a inflação na Região Metropolitana de Belém chegou a 4,01%, abaixo do índice nacional, de 4,58%. Entre os nove grupos pesquisados, Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação, de 7,22%, seguido por Educação (5,84%) e Transportes (5,77%).
Em Transportes, as passagens aéreas acumularam alta de 61,63% no período. Também tiveram aumentos expressivos o aluguel de veículos (34,39%), o óleo lubrificante (17,63%), o óleo diesel (16,72%) e a gasolina (5,81%).
Entre os alimentos, a cebola registrou alta acumulada de 64,55%, seguida pelo feijão-carioca (56,09%), pela batata-inglesa (49,15%), pela cenoura (34,13%) e pelo tomate (32,32%). Por outro lado, o abacate (-24,41%), a laranja-pera (-23,58%), o alho (-19,27%), o azeite de oliva (-17,33%) e a emulsão de açaí (-15,90%) ficaram mais baratos no período.
Em Saúde e cuidados pessoais, os maiores avanços acumulados foram registrados nos preços de perfumes (13,22%), medicamentos antigripais e antitussígenos (11,36%) e produtos para a pele (10,96%). Em Educação, as mensalidades do ensino médio subiram 10,14%, enquanto as do ensino fundamental avançaram 10,06%.
O Vestuário foi o único grupo a apresentar deflação no acumulado de 12 meses, com queda de 1,36%. Os recuos mais expressivos ocorreram nos preços de sapatos infantis (-8,60%), calças compridas masculinas (-8,45%) e bermudas e shorts femininos (-6,23%).
Nacional
A inflação oficial de setembro, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de setembro em 0,82%. É o maior patamar desde março de 2026 (0,88%).
O resultado no mês passado foi pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu, um desconto que os consumidores receberam na cota de luz de agosto.
Com o índice de setembro, a inflação passar a acumular 4,58% em 12 meses, acima da meta do governo, que tolera até 4,5%. Em agosto, quando o IPCA havia apresentado deflação (-0,32%), o acumulado estava em 4,22%.
