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VARIAÇÃO

Gasolina chega a R$ 7,33 no Pará acompanhandl alta do diesel S-10 em outubro

Levantamento mostra que preço da gasolina no estado supera a média nacional, enquanto etanol mantém vantagem econômica

O Liberal

29 de outubro de 2026 às 17:36

Posto de gasolina, em Belém

Posto de gasolina, em Belém ( Foto: Carmem Helena / O Liberal / Arquivo )

O preço médio da gasolina no Pará chegou a R$ 7,33 por litro em outubro, acima da média nacional, de R$ 6,748, enquanto o diesel S-10 voltou a subir no estado. Os dados são de levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade e meios de pagamento. Já o etanol registrou preço médio de R$ 4,753 por litro, mantendo-se economicamente mais vantajoso em relação à gasolina.

No Pará, o preço do diesel S-10 subiu 1,09% em outubro, passando de R$ 7,774 para R$ 7,859 por litro. Na região Norte, três das sete unidades federativas registraram queda no preço do combustível, após terem apresentado aumento em setembro. O Amapá liderou as reduções nacionais, com o litro passando de R$ 8,334 para R$ 8,231 (-1,23%), após alta de 4,17% no mês anterior. Acre e Amazonas também inverteram a trajetória, com recuos de 0,46% e 0,39%, respectivamente.

Entre os estados que registraram aumento, Tocantins apresentou a maior alta regional, com o preço passando de R$ 7,535 para R$ 7,727 (+2,54%), seguido por Rondônia (+2,12%). Apesar da redução registrada no período, o Acre apresentou o maior preço médio do diesel S-10 no país, de R$ 8,278 por litro.

Gasolina

No Pará, a gasolina ficou mais cara pelo segundo mês consecutivo. A alta passou de 0,15% em setembro para 0,31% em outubro, mantendo o estado na contramão de outras unidades federativas do Norte que registraram redução nos preços.

No Amazonas, a queda foi ampliada de 0,43% em setembro para 1,11% em outubro, quando o litro recuou de R$ 7,363 para R$ 7,281. O Amapá também inverteu a trajetória, passando de alta de 0,52% para queda de 0,87%. Acre e Roraima seguiram o mesmo movimento, passando de aumento para redução. Mesmo com as quedas registradas em parte da região, Roraima manteve o maior preço médio da gasolina no país, de R$ 8,159 por litro.

Etanol

O Pará registrou a maior redução no preço do etanol entre os estados do Norte em outubro. O litro passou de R$ 4,898 para R$ 4,753, uma queda de 2,96%, após recuo de 4,54% em setembro. Com isso, o combustível manteve-se economicamente mais vantajoso em relação à gasolina no estado.

Na região Norte, seis dos sete estados apresentaram redução no preço do biocombustível. O Amapá também acumulou dois meses de queda, com o litro passando de R$ 4,350 para R$ 4,223 (-2,92%) em outubro. O Amazonas inverteu a trajetória após alta de 4,46% em setembro e registrou redução de R$ 5,150 para R$ 5,044 (-2,05%).

Rondônia, Roraima e Tocantins também apresentaram recuos de 1,17%, 0,58% e 1,36%, respectivamente. O Acre foi a única exceção regional, com o preço do etanol passando de R$ 5,046 para R$ 5,091 (+0,90%), após queda de 1,54% em setembro.

Nacional

Em nível nacional, ainda de acordo com o levantamento, o diesel S-10 manteve a trajetória de alta em outubro e acumulou aumento de aproximadamente 5% em dois meses. Na contramão, a gasolina ficou mais barata em 20 das 27 unidades federativas brasileiras.

O diesel apresentou a alta mais expressiva, com avanço de 2,55% na média nacional, passando de R$ 7,333 para R$ 7,520 por litro. O levantamento considera as transações realizadas entre os dias 1º e 26 de outubro de 2026, em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.

O aumento do diesel atingiu 23 unidades federativas e, em 19 delas, a variação percentual superou a registrada em setembro. Já a gasolina teve queda de 0,29%, passando de R$ 6,768 para R$ 6,748 por litro, o que ampliou de 14 para 20 o número de unidades federativas com redução nos preços. O etanol, por sua vez, subiu 0,52%, de R$ 4,338 para R$ 4,361 por litro, apesar das quedas registradas em 18 unidades federativas.

Apesar da alta na média nacional, o etanol ampliou sua competitividade em relação à gasolina. Em outubro, o biocombustível apresentou preços equivalentes a até 70% do valor da gasolina em 21 unidades federativas, quatro a mais do que em setembro. A principal mudança ocorreu no Nordeste, onde o número de estados em que o etanol se mostrou mais vantajoso passou de três para oito, acompanhando a redução dos preços do biocombustível em toda a região.

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