Alimentos básicos do brasileiro passaram por reajustes bem acima da inflação. É o caso do feijão consumido em Belém, que teve alta de 23,32% de janeiro a dezembro de 2020. Mas o arroz teve trajetória ainda mais aguda, com reajuste de 85,34% no mesmo período. É o que revela a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pará), divulgada na sexta-feira, 29.
Em janeiro de 2020, o quilo do feijão custava em média R$ 5,91; em novembro, já era comercializado a R$ 6,55. Em dezembro, foi sendo comercializado a R$ 6,77. Essa variação fez o produto fechar o ano com alta de 23,32%.
A alta no preço do arroz em 2020 foi ainda maior. Segundo o Dieese/PA, em dezembro de 2019, o quilo do alimento foi vendido, em média, nos supermercados de Belém a R$ 2,66. E, a partir daí, começou a escalada de preço. Em janeiro de 2020 custava em média R$ 2,70; em novembro, R$ 4,91; e em dezembro, R$ 4,93. Assim, o arroz consumido em Belém no período acumulou alta de 85,34%.
Os técnicos do Dieese observam que, em 2020, a exemplo do que aconteceu com o feijão, o preço do arroz apresentou alta em grande parte dos meses e bem acima do reajuste dos salários e da inflação, causando impacto no consumo das famílias e pressionando o índice inflacionário.
Para janeiro de 2021, segundo o Dieese, a tendência ainda é de alta nos preços dos dois produtos.