Com as dificuldades financeiras intensificadas pela pandemia da covid-19, é necessário buscar formas de economizar, no caso de consumidores, e de vender mais, sendo lojista. Esses são os principais objetivos do Dia do Cliente, celebrado nesta quarta-feira (15), data em que vários estabelecimentos baixam os preços para atrair pessoas às suas lojas.
Segundo o economista Nélio Bordalo, campanhas como essa são importantes para os lojistas e para os consumidores, pois, para o primeiro grupo, é uma oportunidade de escoar estoques de produtos que estavam com vendas reduzidas e gerar caixa para adquirir novos produtos para os próximos períodos de vendas, como Círio, Natal e outras datas. Já para o consumidor, é interessante para adquirir produtos com preços promocionais, principalmente nesse momento em que o poder de compra de muitas famílias está prejudicado.
“O cliente pode aproveitar comprando o que realmente precisa comprar, ou seja, com qualidade, evitando dívidas desnecessárias. Pesquisar os preços dos produtos que pretende comprar é sempre bom, e verificar também a qualidade do item, inclusive para determinados itens, se possuem garantia e se há possibilidade ou não de troca. É bom observar também se o produto não possui algum dano, ter certeza de que o item realmente está com preço mais baixo, evitando cair em falsas promoções. E além disso, não comprometer muito o orçamento familiar ou pessoal com algo desnecessário”, orienta.
Uma das lojas de Belém que vão aderir ao Dia do Cliente é a “Sereia Urbana”, de vestuário feminino. A proprietária, empresária Fernanda Cruz, adianta que fará uma ação com descontos não apenas nesta quarta, mas nos próximos dias também. “Toda a loja estará com 10% de desconto por uma semana, em comemoração ao Dia do Cliente. É uma forma de atrair as pessoas para que conheçam nossos produtos. Acredito que a melhor forma de presentear o cliente é, sem dúvida, com promoções”, enfatiza a lojista.
O empreendimento existe há pouco tempo: 10 meses com as vendas online e apenas um mês de forma física, na capital paraense. Com as restrições impostas pela pandemia, Fernanda conta que viu algumas dificuldades quando abriu o negócio em meio à crise sanitária, mas espera vender cerca de 50% a mais com a nova promoção.
“As pessoas queriam comprar sem sair de casa, então o momento foi oportuno para abrir empresa no modelo e-commerce. Minha loja de roupas teve uma certa expansão nas redes sociais, no momento em que as pessoas estavam usando com muito mais frequência, e acabou que foi um grande aliado para que obtivéssemos êxito. Um negócio no início não é fácil, requer muito trabalho e bom desempenho para se manter, mas acredito que estamos entrando em uma excelente fase e a expectativa é boa”, garante Fernanda.