As vendas para o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, devem crescer entre 5% e 7% nos estabelecimentos comerciais de Belém, na comparação com o mesmo período do ano passado. A estimativa é da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Pará (CDL). Segundo o presidente da entidade, Álvaro Cordoval, embora o movimento já seja perceptível, o fluxo de consumidores nas lojas deve ficar mais intenso somente nos últimos dias antes da data comemorativa.
Ainda de acordo com o especialista, os pais e responsáveis devem gastar, neste ano, entre R$ 100 e R$ 150 em cada presente. Os itens mais vendidos no período são os brinquedos, seguidos das roupas e sapatos. Em uma loja visitada pela reportagem, especializada em itens infantis, o movimento de vendas ainda não era grande, mas a gerente do local, Claudiane de Souza, disse que, todos os anos, a arrecadação dobra – às vezes, chega a triplicar.
“Geralmente, o fluxo se intensifica na semana da comemoração, já que muitos clientes deixam a compra para a última hora, mas as pessoas já estão frequentando o estabelecimento para pesquisar e comparar os preços com outras lojas”, comentou a gerente. A dona de casa Cynthia Ó de Almeida, 34, faz parte desse grupo. Ela foi até o local para fazer pesquisa.
Diferente de outros consumidores, ela não busca os melhores preços, mas sim o melhor produto. Cynthia contou que é o marido quem paga pelos brinquedos, e ele não prioriza os baixos custos, compra o que as crianças pedem. Neste ano, o mais velho, de 11 anos, quer ganhar um smartphone, enquanto a mais nova, de 5 anos, pediu um brinquedo em forma de lagarto. “Os filhos sempre pedem os presentes caros porque o pai sempre dá”, brincou. As compras a dona de casa só deve fazer mais perto do dia das crianças.
A manicure Eliane Oliveira, 42, segue uma linha de pensamento parecida. Se a filha se comportar, ela não mede esforços para dar os melhores presentes. Nos últimos dois anos, comprou um smartphone e uma televisão para a jovem, que tem 14 anos. Neste dia das crianças, o presente escolhido foi um notebook, a pedido da adolescente. “Ela só pede coisas legais, mas sempre dou. Sempre me preparo para essa data, economizando. Dessa vez, vou dar uma parte do valor em dinheiro e parcelar o restante”, contou.
Para quem quer comprar com responsabilidade e não se endividar com presentes caros, a economista Guaraciaba Sarmento dá algumas orientações. A principal é a pesquisa, especialmente para quem não se planejou para o gasto extra. “Se os pais vão mesmo comprar um presente, é fundamental consultar os preços em várias lojas antes de levar. Mais que isso: é preciso estabelecer um valor máximo para ser gasto com o brinquedo. Se o pedido da criança for muito caro, os responsáveis podem negociar e tentar trocar o item por um passeio mais barato”, indicou a especialista.
Além disso, Sarmento diz que o ideal é comprar os produtos à vista, porque é a melhor forma de pedir descontos no valor. “Se optar por parcelar, tenha a certeza de que as faturas caberão no orçamento dos próximos meses. O Natal está chegando e os gastos aumentam ainda mais”, alertou.