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Cuidado na internet: veja como identificar sites falsos antes de comprar

Segup informa que os crimes virtuais mais registrados no Pará são estelionato e tentativa de estelionato, com 8.557 ocorrências no primeiro semestre de 2026

Valéria Nascimento
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Com o crescimento do comércio eletrônico e a popularização de anúncios em redes sociais e aplicativos de mensagens, os consumidores são frequentemente atraídos por ofertas muito abaixo do preço de mercado. Especialistas observam que muitas dessas páginas imitam lojas conhecidas para enganar compradores e obter dinheiro ou dados bancários.

Em Belém, Vitor Alves, mestre em Computação Aplicada e presidente do conselho da Associação de Inovação e Tecnologia do Pará (Açaí Valley), observa os principais sinais de fraude e orienta consumidores sobre como evitar golpes que causam prejuízos financeiros e roubo de dados.

O fundador da marca Açaí Valley explica que os golpes na internet aparecem de várias maneiras: “Em forma de anúncios, páginas falsas que imitam grandes empresas e mensagens no WhatsApp com links maliciosos. Por isso, é preciso estar atento o tempo todo”.

O que deve ser observado

Vitor é direto: “Eu tenho algumas formas de verificar se um site é verdadeiro ou não. E, mesmo quando o site é legítimo, é importante ficar de olho, porque muitas empresas vendem produtos de terceiros. Para identificar se um site é confiável, existem alguns cuidados que você pode tomar. Primeiro: se o site aceitar apenas Pix e não oferecer pagamento com cartão, desconfie”.

"Em uma compra feita com cartão, existe a possibilidade de contestar a cobrança em caso de fraude. Por isso, golpistas normalmente preferem meios de pagamento mais difíceis de reverter. Use também serviços de “Whois”, ferramentas de consulta a bancos de dados públicos que mostram quem é o proprietário de um nome de domínio ou endereço IP na internet. O nome vem do inglês "Who is?" ("Quem é?").

Alves ensina: “Para sites com domínio.com.br, consulte o Registro.br. Para domínios internacionais, você pode utilizar o Who.is. Verifique há quanto tempo o domínio foi registrado, se o site for muito recente, redobre a atenção, pois golpistas costumam criar novos domínios para aplicar golpes e abandoná-los rapidamente”.

Especialista em inovação, Vitor Alves afirma que por meio dessas consultas, também é possível obter informações sobre o responsável pelo domínio. Ele enfatiza que se os dados estiverem ocultos ou se houver informações que causem desconfiança, o consumidor deve seguir com a pesquisa antes de realizar qualquer compra.

“Consulte também o Reclame Aqui para verificar se existem registros sobre a empresa, e se não houver qualquer histórico ou se houver muitas reclamações graves e não resolvidas, pode ser mais seguro escolher outro fornecedor. Caso você encontre um anúncio em uma rede social, procure o anunciante na biblioteca de anúncios da própria plataforma”.

Ele completa: “Verifique se a página tem histórico de publicações, há quanto tempo existe e se apresenta atividade real. Páginas recém-criadas, sem conteúdo ou com pouca movimentação merecem atenção redobrada, pois podem ter sido criadas apenas para divulgar golpes”.

“Por fim, evite fazer compras ou inserir dados pessoais e bancários quando estiver conectado a redes Wi-Fi públicas, como as disponíveis em praças, aeroportos e outros locais de grande circulação. Na internet, desconfiar antes de clicar ou comprar pode evitar muita dor de cabeça”, assinala Vitor Alves.

Dados da Segup

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informa que os crimes virtuais mais registrados são estelionato e tentativa de estelionato, com 18.036 ocorrências em 2024, 19.485 em 2025 e 8.557 no primeiro semestre de 2026. Também há registros de falsidade ideológica, invasão de dispositivo informático, fraude eletrônica e divulgação de informações falsas ou enganosas sobre produtos.

A Segup orienta a população a desconfiar de contatos e ofertas suspeitas, evitar o compartilhamento de dados pessoais e realizar transações apenas em ambientes seguros. Em caso de suspeita de golpe ou qualquer outro crime virtual, a recomendação é registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

Desconfie imediatamente!

Duvide, de imediato, de mensagens, ligações ou sites que criam senso de urgência, pedem dados pessoais/senhas ou oferecem vantagens boas demais para ser verdade.

Urgência exagerada: Frases como "sua conta será bloqueada", "última chance" ou "responda agora" servem para impedir que você pense com calma.

Pedido de senhas ou códigos: Bancos, empresas e órgãos públicos nunca ligam ou mandam mensagens pedindo senhas, dados do cartão ou códigos de confirmação (token).

Ofertas irresistíveis e ganhos fáceis: Produtos com preços absurdamente baixos ou promessas de dinheiro fácil e rápido costumam ser armadilhas.

Links estranhos ou endereços falsos: URLs com pequenas alterações no nome oficial (como erros de digitação ou termos extras tipo .shop, -oficial ou .com.br trocados por variações suspeitas).

Contato por números desconhecidos: Negociações ou atendimentos finalizados por WhatsApp sem selo de verificação ou de números particulares.

Pedido de informações desnecessárias: Durante ligação ou troca de e-mail, desconfie de contatos que peçam informações demais sobre você.

No caso de ligações feitas por funcionários de instituições, se você não tiver certeza de que está falando com alguém que realmente representa a empresa, desligue a chamada e tente ligar para um número oficial.

Erros e visual desleixado: Via de regra, mensagens fraudulentas geralmente têm erros de escrita ou um layout desorganizado. Em e-mails e sites de grandes empresas, por exemplo, vale prestar atenção no logo, nas cores da marca, na disposição das informações e no tom de voz dos textos.

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