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FESTAS

Compra de artigos para decoração de Natal movimenta comércio de Belém

Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas, Álvaro Cordoval, o faturamento este ano deve ser de 5 a 7% maior que o de 2019

Elisa Vaz

10 de novembro de 2020 às 07:00

( Foto: Fábio Costa / O Liberal )

A busca por artigos de decoração natalina já começou no centro comercial de Belém. Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Álvaro Cordoval, o faturamento este ano deve ser de 5 a 7% maior que o de 2019, caso a pandemia do novo coronavírus não se agrave e o isolamento social não retorne. Data mais importante para o comércio, o Natal deve movimentar as lojas de Belém até o fim do ano, e o gasto médio da população, de acordo com Cordoval, deve se manter o mesmo com a entrada do décimo terceiro: a partir de R$ 150.

"Temos uma projeção otimista. Se a pandemia não se agravar, vamos vender bem, como nos outros anos. O comércio de Belém vai reagir por ser forte e resistente diante das dificuldades. Acreditamos que teremos um movimento de razoável a bom. Além dos artigos de decoração, ainda há a compra de presentes, que variam muito, mas a proporção de vendas será boa", adianta Álvaro.

Em uma loja de decoração no centro comercial da capital, as compras devem ser mais tímidas. A funcionária Meg Abud explicou que a mercadoria está escassa nas fábricas, então não haverá reposição de estoque. "As nossas compras este ano foram bem menores que o costume. Quando acabar, não vamos comprar mais, porque não tem, e além de tudo veio mais caro, tivemos que repassar", disse.

Para ela, os consumidores devem comprar itens menores, para enfeitar a casa e criar o clima de Natal, mas nada exagerado. O que mais sai da loja, segundo Meg, são as bolas, luminárias, luzes, folhagem e a tendência do momento: flores. O gasto médio varia, segundo ela. "Muita gente vai aproveitar o que já tem em casa, do ano passado. Mas quem quer aderir à moda vai gastar mais, comprando flores e o que estiver em alta, claro, levando em conta o orçamento de cada um".

Outra comerciante afirmou que as vendas ainda estão muito fracas e com pouca procura. Gerente comercial do estabelecimento, Sílvia Nunes explica que, nos anos anteriores, nesse período, todos já estavam comprando suas decorações, para deixar a árvore pronta durante todo o mês de dezembro. "Nossa expectativa é positiva por conta do décimo, mas está bem fraco. O que mais tem saído são os jogos de luzes e muitas flores, no lugar das bolas, que não estão usando mais", comentou. O ticket médio no local é de R$ 150.

A manicure Kelly Amaral, de 37 anos, não deixa de fazer a produção de Natal em sua casa. Neste ano, por exemplo, ela não estabeleceu limite de gastos. "Não tem como não decorar, é regra. Infelizmente, os preços estão muito altos, mas consigo manter o orçamento organizado, estou pesquisando preços. O que vai ter de diferente esse ano são as flores, que estão em alta", disse.

Já a estudante Thaís Miranda, de 33 anos, estabeleceu um gasto de R$ 400 a R$ 500 para a decoração, e vai investir nos produtos coloridos, para dar vida ao ambiente após as perdas provocadas pela covid-19. "Vai ser uma forma de alegrar a família depois de tanta tragédia este ano, não podemos deixar de lado. Vou até trocar de árvore", comentou. Na opinião da consumidora, o que ficou mais caro foram as próprias árvores de Natal e as bolas, mas Thaís opina que, dependendo do lugar, dá para encontrar produtos mais baratos.