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DÉFICIT

CNI estima déficit de R$ 55,3 bilhões em 2026 e reduz expectativa de queda da Selic

Para a confederação, a dívida deve encerrar 2026 equivalente a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria aumento de 10,3 pontos porcentuais em relação ao nível observado há dez anos

Estadão Conteúdo

22 de julho de 2026 às 09:06

Para melhor aproveitar a alta da Selic, diversificar a carteira pode ser uma excelente opção

Para melhor aproveitar a alta da Selic, diversificar a carteira pode ser uma excelente opção ( Foto: Divulgação )

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o déficit do governo federal alcance cerca de R$ 55,3 bilhões em 2026, patamar semelhante ao de 2025, apesar da expectativa de crescimento de arrecadação, segundo o Informe Conjuntural do 2º Trimestre, da CNI.

Para a confederação, a dívida deve encerrar 2026 equivalente a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria aumento de 10,3 pontos porcentuais em relação ao nível observado há dez anos.

A CNI também revisou para cima sua projeção para a inflação. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,4% para 5% em 2026, refletindo principalmente a alta de preços de alimentos e combustíveis, além da persistência da inflação de serviços.

Com essa piora das perspectivas para a inflação e o quadro fiscal, a CNI passou a estimar uma redução mais lenta dos juros básicos. A entidade estima que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará dois cortes de 0,25 ponto porcentual na Selic ao longo de 2026, levando a taxa de 14,25% para 13,75% ao final do ano. No relatório anterior, a projeção era de 12,75%.

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"O cenário fiscal e inflacionário limita o espaço para uma flexibilização mais intensa da política monetária", afirmou o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles.

No setor externo, a confederação estima que as exportações brasileiras alcancem US$ 383,9 bilhões em 2026, alta de 9,5% em relação ao ano anterior. As importações devem somar 306 bilhões, crescimento de 5,2%.

Com isso, a balança comercial deverá registrar superávit de US$ 77,9 bilhões, avanço de 30,4% em relação ao saldo estimado para 2025, impulsionado principalmente pelos preços mais elevados de commodities minerais e agrícolas.